Fátima – a superstição estimulada

Agora que o Papa Francisco serve de pretexto para todos os que esperavam o mínimo gesto de humanidade para entrar no redil da Igreja, é bom lembrar que o Inferno foi de novo reativado, com o seu gerente – o Diabo –, várias vezes referido pelo Papa.

Assim, os exorcistas insistem a sarar as possessões demoníacas como os quiromantes a preverem o futuro, as bruxas a curarem os males de amor e as ciganas o mau olhado. Os exorcistas são a versão canónica dos bruxos, vestidos de sotaina e armados de crucifixo.

Estamos perante a perpetuidade da superstição popular com a autorização da exposição pública do 3.º segredo de Fátima, elucubração da Irmã Lúcia, certamente ajudada pelo diretor espiritual da clausura, segredo que João Paulo II, no seu amplíssimo narcisismo, julgou ser-lhe destinado.

Fátima tem hoje a maior área coberta da fé e é o mais rentável dos santuários que fogem ao fisco, à sombra da cruz. O santuário é uma espécie de «router» para Deus, uma zona de «Wi Fi», um «hotspot» onde os créus ligam o «tablet» da fé diretamente ao Paraíso.

A superstição é um instrumento pio que não precisa de fibra ótica para chegar a Deus.

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