A importância relativa

Que interessam os massacres de palestinianos, os atentados terroristas que muçulmanos levam a cabo por uma assoalhada no Paraíso, o preço do petróleo, as manobras militares americanas com a Coreia do Sul na véspera de uma tentativa de paz com a Coreia do Norte, o preço do petróleo, multidões em fuga da guerra, os mortos do Mediterrâneo e as tragédias que encaminham o Mundo para uma guerra que pode ser a última?

Que importa o aquecimento global a quem tem a esperança de vida de uma década, ou a hecatombe nuclear a quem já está morto por dentro e é incapaz de uma reflexão ou de um ato de generosidade?

O lucro imediato e individual é superior ao ganho coletivo e a longo prazo. O poder é o afrodisíaco que é preciso fruir sem olhar a vítimas. Não interessa que, no futuro, falte a água, o oxigénio, o ozono, o espaço vital, o emprego e a segurança aos netos, se os avós e, talvez, os pais, puderem ainda consumir sem regra em algumas regiões do planeta.

Renuncie-se ao que é de todos para que alguns possam ser imensamente ricos. Exija-se a miséria de muitos países para que alguns se mantenham dominadores. Evite-se apenas que os deserdados acordem. Sirvam-se escândalos, alienem-se as pessoas. Docilizem os pobres e sirvam-lhe anestésicos. Assim, morrerão juntos os netos dos pobres e dos ricos.

Comentários

Julio disse…
O problema é ainda mais profundo que isso: gente a mais!
Um planeta que vai explodir com uma super população!
E não há saída!
Reprodução como a dos ratos, das baratas, de ervas daninhas!
Julio disse…
A besta é o homem.
O animal indomesticável.
A espécie desprezível.
Cruel, violento, mau!

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