segunda-feira, novembro 24, 2008

Ondas de choque do BPN

A continuidade de Dias Loureiro no Conselho de Estado depende das declarações que José Oliveira e Costa está a prestar ao juíz de instrução e da eventualidade de ser constituído arguido pelo Ministério Público (MP), apurou o Jornal de Notícias.

Comentário: Dias Loureiro não tem qualquer estatuto que lhe permita reivindicar uma audição pela Assembleia da República. Deve prescindir do estatuto de Conselheiro de Estado e ser ouvido no âmbito da Comissão de Inquérito da AR, para responder ao que lhe perguntarem e não para dizer o que pretende.

3 Comments:

At segunda nov 24, 10:39:00 da manhã, Blogger Adamastor said...

Ah, finalmente uma explicação para a recusa (inicial, porque entretanto já houve "cambalhota") do PS em anuir a todos os pedidos de audição parlamentar de intervenientes no assunto BPN (Victor Baptista com tempo de antena, pelas piores razões...).
Nem António Costa (Quadratura do Círculo) conseguiu entender o argumento partidário...
Bravo, CE!

 
At segunda nov 24, 12:19:00 da tarde, Blogger e-pá! said...

Com Oliveira Costa em prisão preventiva, com as embrulhadas de Dias Loureiro - e o tratamento de excepção que já teve na RTP1 e outros que reivindica - todos temos a impressão que a procissão vai no adro.

Aliás, começamos a ter a percepção que se cometeu uma manipulação político-financeiro com alguma gravidade.
Isto é, um partido, o PSD, ou se quisermos ser mais rigorosos, uma facção desse partido - os indeflectíveis cavaquistas - ao abandonarem o poder, sob a pressão popular, arquitectam uma jogada.
Constituiem um banco cujas finalidades estão longe de ser transparentes ou, mesmo, esclarecidas.

Cavaco Silva tem razão em sentir-se incomodado. Qualquer um de nós também estaria...

Mas, quando digo que a procissão está no adro, lembro-me de outros parceiros dos tempos de Cavaco que andam por aí à rédea solta, sem ser incomodados.
O próprio Miguel Cadilhe (último presidente do BPN), Rui Machete, Arlindo de Carvalho, Duarte Lima, Daniel Sanches, etc.

Em qualquer País do Mundo civilizado esta dramática situação não estaria a ser objecto de audições a retalho.
Estaria no âmbito judicial, no caso vertente, sob intensa e implacável investigação do MP.

Brandos costumes...que nos custam caro. A CGD o saberá!

 
At segunda nov 24, 08:01:00 da tarde, Blogger André Pereira said...

e os depositantes e clientes da CGD também!

 

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