Para quem lê jornais, torna-se claro que Dias Loureiro (na foto) não vai aguentar a pressão mediática e eventuais novas revelações, pelo que acabará por resignar ao lugar que ocupa.
Belém ou o Castelo de Crownborg ou, ainda, um Hamlet contemporâneo?
Começa a ser pugente a imagem que os políticos dão deste Páis.
O PR tem a obrigação ética de se demarcar destas chicanas dilatórias, que tentam empurrar os acontecimentos para longe da sua sede própria. Isto é, do Poder Judicial.
Os colaboradores de Oliveira Costa na administração do BPN, na sequencia da existência de fortes indicios, de este, ter cometido crimes no âmbito do exercício bancário, daí a sua prisão preventiva, não podem invocar ou refugirar-se no estatuto geral da presunção da inocência. São, aos olhos do povo, cúmplices, coniventes, até prova em contrário. Estavam lá com ele!
A ida do Dr. Dias Loureiro a Belém é outro passo em falso seu e, por aquiescência, do Prof. Cavaco Silva.
O Dr. Dias Loureiro, bem como outros membros dos corpos sociais desse Banco, num País cioso da administração de uma Justiça independente e autónoma do poder político, já deveriam estar a serem investigados pelo MP. A Justiça, neste País, tarda sempre e quando chega desaponta. Assim, vamos ao fundo! E que eu saiba as Administrações das Instituições, sejam de beneficiência ou bancos, são orgão colegiais.
Ou teremos de acreditar que Oliveira e Costa é o único "mau da fita" e que ninguém beneficiou da gestão ruinosa que está indiciado de ter protagonizado?
Os cidadãos deste País não podem ser tratados desta maneira! Ninguém sabe, no concreto, o que se passa com a "Operação Furacão", a não ser dos veementes protestos do PGR, acerca do levantamento do segredo de justiça neste processo.
Poder e podre têm em comum, na língua portuguesa, as letras! Por isso temos que estar alerta e não transigir com fortunas fáceis, riqueza espontânea, confusões entre cargos políticos e grandes negócios.
«Agora, com pena o digo, não tenho qualquer dúvida que [Marcelo Rebelo de Sousa] vai ficar na História como o pior presidente de todos». (Lida no blogue Causa Nossa, Vital Moreira)
Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
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Começa a ser pugente a imagem que os políticos dão deste Páis.
O PR tem a obrigação ética de se demarcar destas chicanas dilatórias, que tentam empurrar os acontecimentos para longe da sua sede própria. Isto é, do Poder Judicial.
Os colaboradores de Oliveira Costa na administração do BPN, na sequencia da existência de fortes indicios, de este, ter cometido crimes no âmbito do exercício bancário, daí a sua prisão preventiva, não podem invocar ou refugirar-se no estatuto geral da presunção da inocência. São, aos olhos do povo, cúmplices, coniventes, até prova em contrário.
Estavam lá com ele!
A ida do Dr. Dias Loureiro a Belém é outro passo em falso seu e, por aquiescência, do Prof. Cavaco Silva.
O Dr. Dias Loureiro, bem como outros membros dos corpos sociais desse Banco, num País cioso da administração de uma Justiça independente e autónoma do poder político, já deveriam estar a serem investigados pelo MP.
A Justiça, neste País, tarda sempre e quando chega desaponta.
Assim, vamos ao fundo!
E que eu saiba as Administrações das Instituições, sejam de beneficiência ou bancos, são orgão colegiais.
Ou teremos de acreditar que Oliveira e Costa é o único "mau da fita" e que ninguém beneficiou da gestão ruinosa que está indiciado de ter protagonizado?
Os cidadãos deste País não podem ser tratados desta maneira! Ninguém sabe, no concreto, o que se passa com a "Operação Furacão", a não ser dos veementes protestos do PGR, acerca do levantamento do segredo de justiça neste processo.
Há algo de podre nesta República!
Por isso temos que estar alerta e não transigir com fortunas fáceis, riqueza espontânea, confusões entre cargos políticos e grandes negócios.