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O Sr. Duarte Pio e o opúsculo
Por
Carlos Esperança
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Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Notícias do dia
Por
Carlos Esperança
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Comentários
A Noite de Cristal (Kristallnacht) foi a antecâmara do Holocaustro.
Do já programado Holocaustro.
Dos progroms.
No século XX, uma porta grande, larga, abriu-se contra a Humanidade e por aí penetraram os algozes de um dos maiores horrendos crimes do regime nazi: o genocídio dos judeus.
Depois da guerra, o Mundo parecia envergonhado com o que tinha "permitido" que ocorresse, debaixo das suas barbas.
Faz o Julgamento de Nuremberga para lavar a memória e condenar os carrascos mais à mão.
Não tinha acabado o século XX e novos genocídios decorriam, na Europa (ex-Jugoslávia), sob o arrogante nome de "limpezas étnicas", contando com a passividade dos bem informados cidadãos europeus...
Henry Rousso (historiador francês especializado na II Guerra Mundial) afirmou que a "história da memória tem sido quase sempre uma história das feridas abertas pela memória".
Não foi suficiente a noite de cristal, Dachau, Auschvitz e mais recentemente a Sérvia..., já para não falar no Ruanda, Dafour, etc.
Com tantas e profundas feridas abertas no contexto humanitário e da memória histórica como é possível o que está, novamente, a acontecer, já em pleno século XXI?
Esta a reflexão que a Noite de Cristal nos invoca e provoca...