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A FRASE
Por
Carlos Esperança
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A descolonização trágica e a colonização virtuosa
Por
Carlos Esperança
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Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
A Noite de Cristal (Kristallnacht) foi a antecâmara do Holocaustro.
Do já programado Holocaustro.
Dos progroms.
No século XX, uma porta grande, larga, abriu-se contra a Humanidade e por aí penetraram os algozes de um dos maiores horrendos crimes do regime nazi: o genocídio dos judeus.
Depois da guerra, o Mundo parecia envergonhado com o que tinha "permitido" que ocorresse, debaixo das suas barbas.
Faz o Julgamento de Nuremberga para lavar a memória e condenar os carrascos mais à mão.
Não tinha acabado o século XX e novos genocídios decorriam, na Europa (ex-Jugoslávia), sob o arrogante nome de "limpezas étnicas", contando com a passividade dos bem informados cidadãos europeus...
Henry Rousso (historiador francês especializado na II Guerra Mundial) afirmou que a "história da memória tem sido quase sempre uma história das feridas abertas pela memória".
Não foi suficiente a noite de cristal, Dachau, Auschvitz e mais recentemente a Sérvia..., já para não falar no Ruanda, Dafour, etc.
Com tantas e profundas feridas abertas no contexto humanitário e da memória histórica como é possível o que está, novamente, a acontecer, já em pleno século XXI?
Esta a reflexão que a Noite de Cristal nos invoca e provoca...