Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
A fractura que se divisa, a olho nu, no seio do PSF é um bom motivo para nos debruçarmos sobre a crise europeia do socialismo e, sentir a imperiosa necessidade de promover um alargado e aberto debate ideológico, equacionar novas bases programáticas de defesa da cidadania, novos programas de governo à margem do liberalismo reinante, alternativas de desenvolvimento equilibrado (atenuando as assimetrias regionais), promover a evolução tecnológica centrada no bem estar humano, incentivar a redistribuição da riqueza, estratégias sociais de combate à exclusão e à pobreza, conceitos para uma nova era ecológica, etc.
Um rol de questões que devem ser abordados com muita imaginação, sem os habituais dogmatismos, que ao longo de anos vêm inquinando a Esquerda.
Excluir da vida pública um dos cancros do socialismo actual: a atracção pelo pragmatismo, que não sendo política, é um conjunto insípido instrumentos de sobrevivência política, oco, vazio, adaptável a todas as situações – de Direita, do Centro da Esquerda – tanto faz.
A urgência deste debate é tanto mais pertinente quanto será óbvio que a actual crise financeira trará obrigatoriamente mudanças de paradigmas políticos, económicos e financeiros.