Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
Uma excelente reflexão.
Não reparei que o link estava no título.
Foi preciso que o olho sagaz de um coronel me chamasse a atenção.
Partilho, aliás, a opinião de BM - trata-se de «uma excelente reflexão».
Tomei a liberdade de repetir o link na palavra «Turquia».
Não fazer isso, depois do caminho em comum já percorrido, seria uma manifesta prova de má-fé.
Agora, nas questões europeias, mantenho sempre uma discreta reserva acerca das posições britânicas. Considero que Londres, qualquer que seja o governo (conservador ou trabalhista), será sempre vista como a sede do eurocepticismo. É, no meu entendimento, a imagem forjada por largos anos de convivência num quadro europeu, neste momento muito alargado. Não consigo "encaixar" bem, p. exº., as suas nacionalistas e preconceituosas objecções feitas pelos ingleses quanto à integração no mercado do euro.
Sendo assim, o "calor" revelado pela Ministra britânica na defesa das posições turcas contornando, inclusivé, questões relativas aos Direitos Humanos existentes na legislação turca, parece-me - não resisto a dizê-lo - "gato escondido com o rabo de fora".
De qualquer modo, para que não restem dúvidas, defendo que as negociações entre a CE e a Turquia devem prosseguir num clima de transparência, abertura, realismo e honestidade.
Veremos, o que o futuro nos reserva.