1 de Dezembro de 2009: um dia grande para Portugal

369 anos depois da Restauração da Independência, a nossa nação tem um dia de glória na cena mundial.
No mesmo dia, consegue estar na linha da frente no Continente europeu, inscrevendo o nome da sua capital - Lisboa - no Tratado que, a partir de hoje, regerá os destinos da Europa nos próximos 10 a 15 anos. Uma Europa a 27 e, a breve trecho, a 30 países, com fronteiras que poderão ir da Islândia à Turquia. Simultaneamente organiza, com sucesso e grande qualidade, uma cimeira que reúne o bloco ibero-americano, um grupo de países jovens, com grande dinâmica cultural, com bom crescimento económico e com diversas experiências políticas, uma comunidade que terá um papel importante no Século XXI, sob a liderança da já grande potência chamada Brasil.
Seja feita justiça à nossa excelente Diplomacia e ao nosso Governo, nas pessoas do Primeiro-Ministro e do Ministro dos Negócios Estrangeiros, que sempre viram Portugal como um país com ambição, com capacidade de organizar grandes eventos e de marcar a agenda política internacional.
Portugal afirma-se, assim, fiel à sua História: uma História de independência, mas em permanente diálogo com os outros mundos, um permanente fazedor de pontes.
Comentários
Será, tão-somente, mais um passo em frente - um novo degrau - na escalada de uma monumental escadaria que é a arrastada evolução do sistema constitucional da União Europeia.
O primeiro passo foi dado há cerca de 60 anos...
Sejamos realistas!
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Neste momento, para além dos 27 Estados-Membros, há 3 candidatos (Croácia a curto prazo; a Macedónia e a Turquia a médio ou longo prazo, dependendo de como se solucionarem os egoísmos nacionalistas e xenófobos de alguns países que se opõem à sua entrada) [30]. Há ainda 2 países que formalizaram a sua candidatura (Montenegro e Albânia)[32]; 1 país, a Islândia, que demonstrou a intenção de aderir à UE, e que segundo o comissário para o alargamento, Olli Rehn, poderá concluir as negociações num ano [33]. Temos ainda dois países, a Suíça e a Sérvia, que são candidatos potenciais. Depois restará resolver os dois problemas finais, que se afigurarão difíceis... A Bósnia-Herzegovina que volta a entrar em instabilidade, e o Kosovo, que se arriscará a ficar para sempre num limbo jurídico.