O insustentável dilema grego...

O plano de ajuda à Grécia – supervisionado pelo BCE, CE (UE) e pelo FMI - está na calha.
Aparecerá à luz do dia nas próximas horas.

Quanto ao plano para a Grécia – tardiamente apresentado - torna-se fácil reconhecer que a receita não é imaginativa, nem nova. Só não se compreende como demorou mais de 4 meses a ser cozinhada, grosso modo resume-se:
- Descida dos salários na funçâo pública, congelamento das reformas, "nova" subida do IVA…

O primeiro-ministro grego terá a noção que, neste histórico momento, coloca o povo grego perante um dilema complexo.

Sabemos que o dilema é, desde a Grécia Antiga, um problema que traduz uma proposição encerrando – pelo menos - duas soluções ou possibilidades. A questão é que muitas vezes nenhuma delas é aceitável.
Isto é, o dilema, encarado numa perspectiva clássica, pode colocar ao Governo grego a uma insustentável escolha entre duas inquietantes ofertas:
- a opção entre a insolvência do País e/ou a imposição de graves medidas de injustiça social.

Yorgos Papandreu resolveu o dilema. Mostrou-se decidido a tomar medidas "duras e possivelmente injustas " para "salvar o país"…

A Euro Zona pode, por ora, respirar de alívio. Seguem-se "novos dilemas" em Portugal, Espanha, Irlanda, quiçá, Itália…

Comentários

e-pá! disse…
Adenda

O menu grego

As 5 principais medidas de austeridade:

1.) Mais impostos no consumo (IVA a - 23 %), gasolina e tabaco;

2.) Funcionários públicos sem subsídios de Natal e de férias (para os vencimentos > 2.500 euros,...)

3.) Redução das reformas para os pensionistas
(reformas > 600 euros mensais, quer no sector e no privado, deixarão de receber 14 prestações, para receberem apenas 12.)

4.) Congelamento dos salários do Governo, durante três anos.

5.) Novas taxas sobre os lucros das empresas...
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