9 DE MAIO - DIA DA EUROPA

Comemora-se hoje o Dia da Europa.

Infelizmente, temos poucas razões para festejar.

A nossa adesão à Comunidade (hoje União) Europeia, que começou por ser um sonho, está a tornar-se um pesadelo, nesta era “merkiavélica” ( para aproveitar o neologismo de um filósofo alemão).

Não devemos nem podemos abandonar a Europa nem o velho sonho europeu.

Temos de esperar por melhores dias, ou melhor, temos de LUTAR por melhores dias!

Comentários

Manuel Galvão disse…
Lembro-me de ter ouvido, numa cessão de esclarecimento logo a seguir ao 25 Abril 74:Na Alemanha os operários vão de BMW para a fábrica...

Esse foi o real sonho das pessoas relativamente à ideia de adesão à União Europeia; prosperidade, abastança, consumo.

E foi isso tudo que tivemos.Hoje, os (poucos) operários que temos vão de VW Golf ou de Ford Fiesta para o trabalho. Muitos compraram casa e estão a pagá-la ao banco a 40 anos de vista. Dizem, iludidos,vivo numa casa que é minha...

Missão cumprida!
e-pá! disse…
Nesta Europa acorrentada à saga de obter equilíbrios orçamentais internos a todo o custo e a qualquer preço o resultado é acentuarem-se - cada dia que passa - as diferenças económicas entre os seus membros. Existirão várias Europas (dos pobres, dos remediados e dos ricos), potencialmente 'conflituantes' e a 'União' passa a ser uma conturbada miragem.
Hoje, vemos uma Europa numa insana rota de divergência - facto que se não for rapidamente corrigido ('ajustado')- acabará por inviabilizar todo e qualquer tipo de projecto europeu.
Caso os países do Norte da Europa, que se 'ajustaram' mais cedo (i.e. antes da presente 'crise financeira') não estiverem dispostos a 'esperar' que os países do Sul, a viver tremendas dificuldades e sacrifícios, relacionadas com uma nova conjuntura, tenham tempo e meios suficientes e adequados para preservar o desenvolvimento (um conceito presentemente expurgado da linguagem ecocómico-financeira global), o pelotão europeu vai necessariamente desmembrar-se e cada País seguirá o seu destino, com as inerentes consequências.
O 'exemplo português' é sintomático. Entrou, subrepticiamente, na ordem do dia a ponderação (a análise já estará feita) dos custos e benefícios à volta de uma (ainda) eventual saída da zona euro...

E, depois, o que restará?
A memória afectiva (saudosista?) de um projecto europeu que morreu (ou terá sido 'assassinado' - nos mercados!).
Ou terá sido isso que, ontem, se 'comemorou'?...

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