O Governo, o empréstimo e a propaganda


O alegado regresso aos mercados é o canto do cisne do ministro Vítor Gaspar. Sabia-se que ia correr bem. Os bancos tinham garantido o empréstimo a juros incompatíveis com a evolução negativa da economia portuguesa.

Mesmo assim, para o golpe de marketing, para o tiro de pólvora seca, para este «êxito» do ministro das Finanças, deve ter contribuído o aconchego do banco europeu e a promessa de despedimentos de funcionários públicos.

Quando o sucesso de um Governo se mede pelo martírio do povo, foi exonerada a ética e o pudor. Cada vez que a troika elogia o Governo há mais umas dezenas de milhar de portugueses que têm à sua espera o desemprego.

Malditas vitórias.

Comentários

José Auzendo disse…

É um correr bem ... para a miséria crescente e continuada: quando a Alemanha se financia a juros negativos, pagar 6% é "correr bem"? Anda tudo a gozar connosco, e parece que nós gostamos!

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