Passos Coelho e a comunicação ao País


Hoje senti-me muito solidário com Passos Coelho. Nunca tinha sentido esta estranha e irrepetível empatia. Cheguei a pensar ter dado em masoquista ou sentir-me responsável, como qualquer sócio da Liga Protetora dos Animais, com o paquete de Vítor Gaspar.

Não esperava que desse qualquer boa notícia, que lesse com desenvoltura o texto que lhe escreveram ou esclarecesse as muitas e graves omissões da comunicação. E, pela primeira vez, aprendeu a esconder a arrogância com que disfarça a desconhecimento.

Tal como o PM, também nada percebo de economia, de governação ou de gestão de pessoas que não estão para governar e só pensam em governar-se.

Pedro Passos Coelho é um pobre diabo que não merece as críticas que lhe são dirigidas porque não as percebe; não justifica as perguntas que lhe fazem por não saber responder e, finalmente, quem tem a culpa é Cavaco que deixou de ser a mão oculta que segura o Governo e passou a integrar o elenco responsável do descalabro.

É verdade que desconheço as agruras que me aguardam, que há muito perdi o sono a pensar nos desempregados que metodicamente este governo vai criando, mas não posso responsabilizar um paquete pelas malfeitorias de quem manda.

Comentários

e-pá! disse…
Ontem, Passos Coelho comportou-se como um autista.
Perante o descalabro de mais de um milhão de desempregados veio anunciar novas medidas contra a função pública que, a breve trecho, aumentarão essa 'legião' de desempregados.
Concomitantemente, voltou a exibir uma paranóica fixação e toca a 'zurzir' mais uma vez nos reformados a coberto de uma convicção espúria. Pensa que não cumprindo os contratos cá dentro os seus inefáveis 'credores' acreditam que o fará o oposto lá fora...
Ontem, Passos Coelho terá assinado, perante os portugueses, a sentença de morte deste Governo.
Há muito de desbaratou a idoneidade cá dentro e em relação à Europa e ao Mundo colocou em penoso 'contra-ciclo' encetando uma inglória marcha contra os 'ventos da História'...
Manuel Galvão disse…
Imputar o atual descalabre a PCoelho é o mesmo que culpar o encarregado da construção, da ruina do edifício no Bangladesh.

Era ele, o encarregado, que decidia dos camiões de betão e de ferro que entravam e saíam da obra. Isso é verdade!

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