DOIS FARSANTES


As alegadas “divergências” entre Portas e Passos Coelho não passam de pura farsa.


A coligação a que ambos pertencem pretende manifestamente perpetuar-se no poder. É isso também que pretendem a Troika, o “Padrinho” e a coorte de banqueiros e outros vampirescos milionários que a suportam e ela suporta. Porém, dada a desgraçada política que têm seguido, esse objetivo parece cada vez mais inatingível, pelo menos mantendo-se a coligação como está. Em face do perigo que as próximas eleições representam para toda essa “onorata societá”, a coligação inventou uma estratégia: tornar-se a alternativa de si própria.

Como o PSD é que se tem desgastado mais, por ser o principal parceiro e aquele que mais tem “dado a cara”, as esperanças de evitar a derrocada viram-se para o CDS.

Assim, Portas começou a apresentar-se como “bonzinho”, fingindo divergir do Passos “mauzão”. Esperam com isso que parte dos inúmeros votos que o PSD vai perder sejam recuperados pelo CDS. Assim ficaria tudo na mesma, ou, quando muito, a coligação PSD/CDS seria substituída por uma coligação CDS/PSD.

Infelizmente, por estranho que pareça, não poucos portugueses vão cair na esparrela. Já ouvi mais do que um dizer “o Portas é que nos safa”! Esperemos que não sejam muitos. Esperemos sobretudo que as forças da oposição saibam desmascarar a trapaça.

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