A convocação do Conselho de Estado


A convocação do Conselho de Estado para analisar a situação portuguesa pós-troika não é um ato político, é um mero exercício académico de bruxos, quiromantes, lançadores de búzios ou de cartas e ofícios correlativos.

Quando se ignora se a troika permanece ou parte e quando o fará, ou se nos abandona, é um exercício surrealista inspirado pela Senhora de Fátima ou por S. Jorge, ou por uma joint venture de ambos.

Dois orçamentos inconstitucionais, a enervamento no Governo, o divórcio da coligação e a grave situação económica, financeira, social e política, são meros danos colaterais do Governo de iniciativa presidencial. As profecias sobre o futuro passaram a ser urgentes após Marques Mendes se ter incumbido de anunciar a reunião do Conselho de Estado.

Somos um país que balança entre os embustes sobre o passado histórico e as utopias que sonhamos desde Alcácer Quibir.

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