UM GOVERNO DE TRAPACEIROS


Com a devida vénia, transcrevo os três primeiros parágrafos de um artigo de opinião hoje publicado no jornal "As Beiras", intitulado "O Mal Menor", da autoria de Bruno Paixão, investigador em comunicação política:

"O capitão mandou chamar um soldado para o informar da morte do seu pai. Quando o soldado se apresentou, anunciou-lhe bruscamente que toda a sua família tinha morrido. Este empalideceu, ficou estarrecido, até que o capitão lhe bateu nas costas e lhe contou que apenas tinha falecido o seu pai.

Esta metáfora ilustra o que penso ser a estratégia de comunicação do governo. Semeia nos jornais medidas mais opressivas para depois parecer que aquelas que efetivamente prossegue são as mais ligeiras. Pinta a manta tão negra que isso lhe possibilita tomar medidas duras fazendo transparecer que opta, a bem do País, pelo mal menor.

Tem acontecido repetidamente. Ainda agora, com o estabelecimento da idade da reforma. Durante três semanas andámos a ouvir que era inevitável que esta subisse dos atuais 65 para os 67 anos. Ficámos a saber, “com um certo alívio”, que afinal sobe apenas para os 66."

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