Até quando o PR e o Governo abusarão da nossa paciência?

Com a ética exonerada do discurso político os portugueses não têm respostas para o que os espera. Todos gostaríamos de saber como é possível pagar a dívida pública e cumprir o memorando de entendimento, como é possível negociar a dívida se os nossos credores se opuserem e, afinal, com que recursos esperamos relançar a economia e sobreviver.

O opacidade deste Governo, na sua superior incompetência e irresponsabilidade, omite aos portugueses os dados que permitam acompanhar o descalabro da governação. Não se sabe com que legitimidade anuncia rios de mel a partir de 2015, data em que estará corrido, desonrado e com um PR que continuará o mandato com dignidade reduzida.

Segundo me apercebo das notícias, o dinheiro cedido para salvar bancos – não sei se há outra alternativa –, não conta para o défice público. Merkel dispensou o protetorado de traduzir nas contas públicas os montantes injetados no BES que, segundo o Governador do BP e o PR, a mais valia de economista, não custarão um cêntimo aos contribuintes. Seremos ressarcidos com a venda? Podemos acreditar em quem garantiu que existiam reservas para o pior dos cenários?

Esta espécie de Governo tem agora uma maioria hesitante e um PR a hibernar enquanto procura desmantelar o que resta do Estado e colocar os cúmplices. Deixa o país abúlico, sem autoestima, sem horizontes e sem futuro. Ficam as ONGs, as Fundações duvidosas e os lugares políticos que não cessam de aumentar, perante o desespero dos portugueses e o silêncio do PR.

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