Marco António e a luta partidária

Marco António, um epifenómeno da política, é um Maquiavel a nível paroquial, um prócere do PSD que está para a intriga política como a cascavel para os répteis.

O antigo homem de mão de Luís Filipe Meneses e coadjutor de Miguel Relvas é agora o ideólogo do PSD. Sem tino, sem programa e sem futuro, é um atirador furtivo a disparar tiros de chumbo miúdo, na esperança de acertar.

Fala em nome do partido e do Governo, com autoridade. Foi ele que, na sua ignorância política, sujeitou Passos Coelho a recusar o PEC IV que acabara de jurar, de manhã, a renegar a promessa, de tarde, e a derrubar um Governo.

Hoje, na leitura hesitante de quem aprendeu pelo método de silabação antigo, disse que o PS «virou para a extrema-esquerda». Não lhe bastou acusar o PS de virar à esquerda, o mínimo que lhe permite a sua formação na madraça onde incubou o bando que tomou conta do partido e do poder, é acusar o PS de extrema-esquerda.

Com tal consciência política para discernir sobre o espetro politico-partidário português, o mínimo que o PS de extrema-esquerda pode dizer de Marco António é que se trata de um independente de direita, entre Hitler e Pinochet.

Com a ignorância que grassa nesta clique que refocila no pote, até a evolução semântica é uma corrida de obstáculos. Marco António é o paradigma dos primatas em funções.

Comentários

Apolineo Gouveia disse…
Que retrato ! Nada a menos e muito menos a mais !Só se pode escrever ou descrever este fulano deste modo quem o viu e olhou bem ! Parabens o reyrato até tem cheiro já me fez espirrar !

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