Eleições presidenciais 2026 (1.ª volta)
Eleições presidenciais
Chegados
aqui podemos dizer que aconteceu o menos mau que podia acontecer. Sendo o voto
útil uma evidência, há um vencedor indiscutível, António José Seguro. O PS que,
a partir de certa altura, apoiou inteiramente o candidato a que se rendeu, é também
um vencedor porque a máquina de Pedro Nuno dos Santos não lhe regateou o apoio.
A ida de
Ventura à segunda volta e o aumento da sua capacidade de chantagem sobre a
democracia é o verso de uma noite em que a democracia correu o sério risco de
estar perante a disputa entre a direita mais descabeladamente neoliberal e a
extrema-direita.
Por
enquanto, sem regozijo dos democratas, podemos dizer que a direita democrática
não foi derrotada. Ela anda aí à espera de nova liderança do PSD ou a dispersar
votos por quem esconde com pele de cordeiro a violência das suas pulsões
iliberais.
O que não
pode ser esquecida é a derrota humilhante de Montenegro e do seu governo, de
Marcelo, Cavaco, Moedas e Rui Moreira, do extinto CDS, de Miguel Albuquerque e
de todos os que quiseram fazer de Marques Mendes o candidato de fação do pior
PSD.
Há uma
figura menor que quero trazer à colação, Pedro Aguiar Branco, o deputado que
deveu a eleição de Presidente da AR a Pedro Nuno dos Santos (PNS) e disse
depois que PNS fez pior à democracia em seis meses do que Ventura em seis anos.
Hoje é altura de dizer que Montenegro e os seus homens de mão, incluindo Aguiar
Branco, fizeram pior ao PSD nesta campanha eleitoral do que qualquer dos seus
antecessores.
Deixando
os meus parabéns a António José Seguro, não deixarei de dizer que não era o
candidato que desejei, mas o melhor candidato com hipóteses de passar à segunda
volta, e a certeza de ser o único capaz de defender a democracia e de não trair
a Constituição.
Viva a República! Viva a democracia!

Comentários