Mensagens

Nova catedral em Lisboa

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Sé de Lisboa Discretamente, como convém a negócios pouco transparentes, foi celebrado no dia 8 do corrente mês um protocolo entre Pedro Santana Lopes (PSL), presidente da Câmara de Lisboa, José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa e dois administradores da GESFIMO (Sociedade Gestora de Fundos S.A.), do grupo Espírito Santo, com vista à cedência de terrenos camarários para a construção de uma nova catedral. Não está em causa a devoção dos lisboetas que, à medida que a cidade perde população, aumentam a frequência do culto. Não contesto o desejo da Igreja Católica de acolher os fiéis, afirmar a sua hegemonia e aumentar o seu património imobiliário. O que está em causa é a legitimidade da autarquia para alienar os seus terrenos a título gracioso (cerca de 11 mil metros quadrados) numa zona privilegiada de Lisboa, com vista para o Tejo. A que título um presidente da Câmara dá o que não é seu a uma confissão religiosa de alguns, desprezando a ética, a equidade e a legalidade? Pior, como p...

O referendo Luxemburguês

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O SIM de ontem no referendo ao tratado da Constituição Europeia é um balão de oxigénio numa Europa que precisa rapidamente de encontrar um rumo e reforçar a coesão. O SIM ganhou com uma vantagem de cerca de 13 pontos percentuais face ao NÃO, obtendo 56,52 por cento dos votos. Para os entusiastas do europeísmo foi uma boa notícia, incapaz de nos ressarcir da desoladora decisão dos franceses e holandeses. O resultado foi também uma vitória pessoal de Jean-Claude Juncker, o primeiro-ministro, que recusou o convite para presidir à Comissão Europeia por respeito ao seu eleitorado. Carlos Esperança

Lugares exóticos

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Hoje recordei-me de um país sem acesso ao mar e pouco conhecido. A comunicação social só se interessou por ele enquanto foi seu presidente Jean Bedel Bokassa , presumível antropófago. Carlos Esperança

A Europa: e a agora?

O CLUBE AGIR, promove, hoje, no Auditório do Instituto Português da Juventude (IPJ), pelas 21.30, um debate onde a "questão Europa" estará no centro das atenções. São oradores: Prof. Barbosa de Melo Prof. Vital Moreira Prof. Gorjão-Henriques

Força, Vítor Batista

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Vítor Batista pode ser pior candidato do que Carlos Encarnação, mas será seguramente muito melhor Presidente da Câmara. Carlos Esperança

Guernica, Nova York, Madrid, Londres...

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Guernica, de Pablo Picasso Então, foi a besta nazi a semear a morte, o pânico e o sofrimento. Agora, é o fascismo islâmico a prosseguir uma orgia de terror. A liberdade e a democracia são os alvos predilectos dos fanáticos. Carlos Esperança

Madeira interdita visita do líder do PSD

O PSD Madeira considerou inconveniente a presença de Marques Mendes na festa regional, no Chão da Lagoa. A partir de hoje, Marques Mendes é apenas líder do PSD do Continente e Açores.

Ou exame ou almoço (crónica)

No dia 1 de Outubro de 1961, logo pela manhã, curvei-me respeitosamente perante um indivíduo de meia idade para lhe disparar, V. Ex. é o sr. Delegado Escolar? E o indivíduo a retorquir-me: – E o cavalheiro quem é? Depois de ter declinado o nome e informado quem era, enquanto aliviava da posição respeitosa e já lhe segurava a mão fraternalmente estendida, ouvi dizer-lhe: trata-me por Alexandre. Era o António Antunes Alexandre a caminho dos 50 anos, a exigir-me o tratamento por tu, dificuldade que havia de custar-me a vencer nesse ano de 1961, e a despachar-me para a escola dos Penedos Altos, na Covilhã. Algum tempo depois de terem começado as aulas fui mobilizado para integrar a comissão de recenseamento escolar que tinha por missão preencher os verbetes com o nome de todas as crianças nascidas em 1955, de modo a confirmar se todas se apresentavam no ano seguinte para a frequência dos quatro anos de escolaridade que o regime tinha declarado obrigatórios e suficientes. Era um trabalho e...

Sondagens

A guerra das sondagens atravessou a semana noticiosa. Se durante o fim de semana as sondagens se preocuparam em anunciar a queda de intenções de voto no PS ( o que parece novidade para quem está no poder, e ainda por cima decide - não era já assim no tempo de Cavaco Silva?) os órgãos de comunicação locais também fizeram manchete com sondagens de política local. Quero, em primeiro lugar, dizer que se as sondagens valessem, então não valia a pena votar. Olhem, até dava menos trabalho. No dia 9 de Outubro telefonavam-me para casa e perguntavam-me se eu desejava exercer o direito de voto, e se sim, em quem queria votar. Era muito mais cómodo. Mas como sondagens são sondagens (nem La Palisse diria melhor) e a prová-lo as últimas eleições autárquicas em que, por exemplo, Fernando Gomes no Porto foi unanimemente "eleito" (pelas empresas de sondagens) mas afinal quem governou foi Rui Rio, podemos dizer que até dia 9 de Outubro muita água do nosso Mondego passará debaixo da Ponte Euro...

Um arquipélago à deriva

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Foto da página oficial de propaganda de A. J. Jardim Os aspectos rascas de quem devia ser almocreve e foi eleito presidente de um Governo Regional, a quem a República concedeu excessiva autonomia, sobressaem em períodos de crise. Cavalgando a onda do descontentamento e da sua própria incapacidade para sustentar o regabofe da Madeira, Alberto João Jardim reitera as afirmações racistas e reincide numa xenofobia primária a lembrar o sinistro Le Pen, em França. No dia em que o embaixador chinês em Portugal deu como ultrapassado o incidente , o imponderado Conselheiro de Estado reafirmou que não quer imigrantes chineses na Madeira, como se tivesse autoridade, poder ou capacidade para o impedir. As indelicadezas para com o líder nacional do PSD são um assunto interno do PSD, que demora a afirmar-se com capacidade para ser Governo. Mas os dislates e a reincidência num intolerável comportamento que compromete o nome de Portugal e a dignidade dos portugueses, merecem que o Governo e o President...

Não é produto de primeira necessidade

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«Não vou deixar que me vendam como se fosse um sabonete ou uma margarina». Maria José Nogueira Pinto, candidata do CDS/PP à Câmara Municipal de Lisboa (EM FOCO - «Visão», 07-07-2005) Carlos Esperança

O País está a arder

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A nossa proverbial incúria, as condições meteorológicas e alguma vocação pirómana, reuniram-se para reduzir sistematicamente Portugal a cinzas. Carlos Esperança

Jerónimo de Sousa

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Jerónimo de Sousa Ontem o PCP, muito justamente, pediu a palavra na AR «em defesa da honra» para se indignar com a acusação do PS de que «O PCP é igual à direita». Considero a frase injusta, caluniosa e falsa. Tem todo o direito de indignar-se. Mas é altura de o PCP reflectir sobre a acusação, igualmente injusta, caluniosa e falsa, que há mais de trinta anos vem repetindo: «O PS é igual à direita». É altura de terminarem estas picardias entre partidos de esquerda, cuja luta eleitoral é legítima, mas que devem guardar as forças para uma direita sob a qual pesa ainda o espectro do salazarismo e a infeliz governação dos últimos três anos para a qual não estava preparada. Carlos Esperança

Demagogia ou ignorância

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Nuno Melo (foto da Lusa - site CDS/PP) Ontem o deputado do CDS Nuno Melo, talvez ressentido com o corte das subvenções aos políticos, acusou Sócrates de afirmar que prescindiu da subvenção de primeiro-ministro e que, afinal, mantém a subvenção vitalícia por ter sido deputado. Quer o jovem deputado e sofrível cidadão que o político Sócrates não tenha reforma quando chegar à altura própria? Ninguém explica ao líder do CDS que o que está em causa é a justiça e moralidade das medidas tomadas pelo Governo. O que se contesta é o tempo exíguo para a obtenção de benefícios imorais, a faculdade de os acumular com um vencimento público e a idade a partir da qual podem ser usufruídos. O que o deputado Nuno Melo contestou foi o direito à aposentação – um «subsídio» vitalício a que todos os trabalhadores têm direito, de acordo com o número de anos de trabalho, a idade e os descontos feitos. Apostila – Circula por aí uma lista anónima denunciando as reformas dos políticos. O primeiro nome é o de Ant...

Coimbra - Saúde

Foram nomeados presidentes dos Conselhos de Administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra e do Centro Hospitalar de Coimbra (Covões, Maternidade Bissaya Barreto e Hospital Pediátrico) respectivamente, o Prof. Agostinho Almeida Santos e o Dr. Rui Pato. O Ponte Europa deseja a ambos grande sucesso no desempenho das novas funções e a defesa do prestígio das instituições que vão liderar.

E depois de Londres...

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Na ilha Terceira, Açores - Portugal Todos recordamos o obsceno conceito da guerra preventiva, criado para combater o «Eixo do Mal» e a outra infeliz expressão de Bush a anunciar a «cruzada» contra o terrorismo. Temos na memória a cimeira da guerra, reunida nos Açores, onde se decidiu, ao arrepio da ONU e da legalidade internacional, invadir e ocupar o Iraque, com base em mentiras grosseiras e interesses mesquinhos. Mais do que um erro, a invasão do Iraque foi um crime. Mais do que a prepotência dos poderosos foi uma manifestação trágica da imponderada decisão de Bush, Blair e Aznar, acolitados por Durão Barroso, em bicos dos pés, para se tornar cúmplice. Mas os terroristas existem e, independentemente do julgamento severo que a história há-de fazer dos responsáveis pela tragédia do Iraque, não assiste aos facínoras que em Nova York, Madrid ou Londres atacam inocentes e lançam o horror entre cidadãos indefesos, o direito à liberdade. Os dementes de Deus são capazes de todos os crimes a ...

Jogos Olímpicos de 2012

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Tony Blair Este homem a quem a invasão do Iraque podia ter arruinado a carreira política, parece predestinado para o êxito. Depois de ganhar pela terceira vez consecutiva as eleições aos Conservadores, facto que acontece pela primeira vez na história do Reino Unido; Depois de se ter tornado a última esperança da Europa que o Não francês e holandês pôs à deriva; É figura de proa da cimeira do G-8 que hoje começa na Escócia e recebe como prenda a organização dos jogos Olímpicos de 2012, para Londres, perante a decepção de vários países, nomeadamente da reincidente candidatura de Paris. Carlos Esperança

Ao PSD não basta ser sério

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Palácio de S. Bento Miguel Almeida, deputado do PSD, constituído arguido há cerca de um mês no caso Freeport, garantiu hoje que pedirá o levantamento da imunidade parlamentar sempre que for solicitado a prestar esclarecimentos . O processo em que o referido deputado é arguido envolve jornalistas, membros da PJ e um advogado ligado a Santana Lopes. Segundo o «Independente» e o «Expresso», este processo que envolve tráfico de influências, corrupção e violações do segredo de justiça, está ligado à tentativa de envolvimento de José Sócrates num escândalo «programado» para o período eleitoral das legislativas de 20 de Fevereiro. Cabe aos tribunais julgar Miguel Almeida, que já processou Marcelo Rebelo de Sousa por tê-lo chamado criminoso. Porém, o facto de garantir que pedirá o levantamento da imunidade parlamentar «de forma urgente» sempre que for chamado a depor, não abona a favor do carácter do antigo chefe de gabinete de Santana Lopes. Manter-se no exercício do mandato perante acusações...

O PSD na encruzilhada

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O menos que pode dizer-se de Marques Mendes é que tem sido um político competente, sério e corajoso. A grande experiência fá-lo pressentir o perigo e afastar tempestades. Ao retirar a confiança política a pessoas como Valentim Loureiro ou Isaltino de Morais, prestigiou o PSD, deu uma lição a outros partidos e reforçou a posição de líder credível e de cidadão recomendável. Claro que da Madeira, através do inefável Alberto João Jardim, tinha de vir a contestação à sua liderança e um comportamento que embaraça o partido, envergonha as funções que exerce e compromete a imagem dos portugueses. Após as manifestações grosseiras de racismo e xenofobia, fosse qual fosse o estado de equilíbrio em que as proferiu, não resta a Marques Mendes outra alternativa que não seja tratá-lo da forma que reservou a Valentim Loureiro e Isaltino de Morais. Se vacilar nesta elementar medida de higiene política, Marques Mendes delapida o crédito acumulado, compromete o seu prestígio e perde o respeito que gra...

Dívidas das autarquias

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O DN de ontem anunciava em letra garrafais, na primeira página, que « Há dívidas escondidas em muitas autarquias» , denúncia que o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional corrobora, e que só surpreende quem anda arredado do País e do que se passa à sua volta. Quando Portugal passa por um aperto orçamental sem precedentes, algumas autarquias e, quiçá, as Regiões Autónomas, parecem passar ao lado da crise e perpetuar no poder caciques a quem ninguém confiaria a gestão de empresas cujo capital social excedesse o salário mensal de tais autarcas. Fala-se de dívidas escondidas e de «situações de insolvência» que o Governo adia, à semelhança dos clubes de futebol cuja situação se vai tornando insustentável à medida que o recurso às bolsas de terrenos das autarquias e às alterações dos PDMs se esgota. Claro que há um dia em que o regabofe se extingue, em que 308 Câmaras Municipais e milhares de Juntas de Freguesia se tornam insustentáveis para o erário público e para a condescendênci...