Nova catedral em Lisboa
Sé de Lisboa Discretamente, como convém a negócios pouco transparentes, foi celebrado no dia 8 do corrente mês um protocolo entre Pedro Santana Lopes (PSL), presidente da Câmara de Lisboa, José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa e dois administradores da GESFIMO (Sociedade Gestora de Fundos S.A.), do grupo Espírito Santo, com vista à cedência de terrenos camarários para a construção de uma nova catedral. Não está em causa a devoção dos lisboetas que, à medida que a cidade perde população, aumentam a frequência do culto. Não contesto o desejo da Igreja Católica de acolher os fiéis, afirmar a sua hegemonia e aumentar o seu património imobiliário. O que está em causa é a legitimidade da autarquia para alienar os seus terrenos a título gracioso (cerca de 11 mil metros quadrados) numa zona privilegiada de Lisboa, com vista para o Tejo. A que título um presidente da Câmara dá o que não é seu a uma confissão religiosa de alguns, desprezando a ética, a equidade e a legalidade? Pior, como p...