O Iraque e a democracia

O Governo iraquiano foi ontem completado. O ministro designado para os Direitos Humanos recusou o cargo com o argumento de que não tinha sido consultado nem pretendia legitimar um Governo baseado em quotas confessionais.

Um Governo formado a partir de quotas religiosas não assegura a direcção de um país. Na melhor da hipóteses partilha orações e divergências teológicas; na pior, discute a fé e envolve-se em guerras santas.

No Iraque, após as eleições que, por comodidade de exposição, considero justas e livres e sem exército ocupante, não houve apresentação de programas, discussão de propostas, competição eleitoral. Houve orações e atentados, assassinatos em nome de Alá e suicídios para encontrar a porta do Paraíso. Faltaram comícios, sobraram os massacres.

O «Governo» é formado por 18 xiitas, 8 curdos, 9 sunitas e 1 cristão. É o ideal para discutir o Corão e apreciar alguns versículos da Bíblia, mas não chega para fazer uma democracia.

Um programa de Governo não pode ser a síntese de dois movimentos muçulmanas que se desentendem sobre o valor da Suna como complemento do Alcorão e um palpite cristão. Os ministros estão mais interessados na salvação da alma do que na resolução dos problemas dos cidadãos. A lei serve a glória de Deus e não os interesses humanos.

Um Governo assim é um bando tribal a lutar pela hegemonia. Pode começar como uma comissão de festas canónicas mas acaba inevitavelmente numa guerra de turbantes. Não há democracias que não sejam laicas nem teocracias que aceitem o pluralismo. É este o labirinto em que os invasores enredaram o novo e piedoso Governo iraquiano. Carlos Esperança

Comentários

Anónimo disse…
Pior do que Timor só
a JSD/PSD de Coimbra

LIDO E COPIADO DO PORTAL DO DR DE ABREU:

Caro leitor,

De regresso de um almoço com uns amigos (ali na Casa da Louzã), ouvi uma conversa que muito me interessou.
Não foi comigo, mas foi na mesa ao lado. Entre alguns figuroes do meio Politecnico de Coimbra.
Então parece que tudo se passou de uma forma curiosa. Relato-a para que os leitores, possam verificar que nem tudo no PS é mau, o vosso partido também tem coisas curiosas.

Ha uma pessoa desse Vosso grande PPD, empregado do Dr. Maló, pertencente à Comissão Política Concelhia do Dr. Marcelo Nuno, principal apoiante dessa figura do PSD que é o Dr. Marques Mendes, ex-namorado de uma assessora do mesmo, que fez um negociozito!
Então, ao que parece, o arranjinho é o seguinte;
- essa figura do PSD local, de seu nome Luis C., queria entrar para o ISCAC em Coimbra.
- o actual presidente do IPC, T.F., através de um qualquer assessor (pertencente ao nosso PS), pede mais um dinheirito para o IPC.
- o figurão bem connectado em Lisboa, namorando a assessora (e nao só) do actual presidente desse vosso grande partido, Dr. Luis M. Mendes, consegue o dito subsidio.
- entrou no ISCAC.

Ao menos tenha a humildade de nos agradecer.
- Somos todos contribuintes.
- Somos todos filhos do mesmo Deus.
- Todos o ajudámos a perseguir esse seu objectivo de ter uma carreira.
- Ficamos contentes de o ter ajudado e de o IPC poder fazer mais obra.

Levem um abraço do,
Comendador

4:32 PM


Anonymous said...
O Cepa entrou para o ISCAC exactamente para fazer o que???

Não me digam que se vai candidatar à Associação de Estudantes!~

Não me cheira....o que ele quer mesmo é ser Vereador! Mas a concorrência é forte!

Na corrida encontram-se também ilustres laranjinhas como o sr. deputado municipal João Francisco Campos, o também deputado municipal Ricardo Panamá, o "formiga atómica" Marcelo Nuno, e muitos mais "cromos" de renome!

Ao que soube a "Panini", conhecida marca de cadernetas de cromos prepara-se para lançar a versão PSD Coimbra....sendo o cromo mais raro o Zé Beto!

5:17 PM


Anonymous said...
Take da Lusa da passada madrugada:


Segunto fontes próximas o Presidente da Concelhia da JSD Coimbra desrespeitou esta madrugada as ordens de paragem dadas pela Polícia de Segurança Pública durante uma operação stop que se realizou junto ao Estádio Universitário.

Paulo Leitão foi depois interceptado por veículos descaracterizados da PSP e detido.

Presente a tribunal lamentou imenso o sucedido e pediu clemência argumentando que tinha confundido os agentes da autoridade com um grupo de peregrinos a caminho do Santuário de Fátima.

5:22 PM


ASPONE said...
POLÍTICOS DE COIMBRA ENCONTRAM-SE EM SITUAÇÃO DE TRABALHO PRECÁRIO!

Alguns membros do PSD e da JSD Coimbra, incluindo o MN e o Leitão, encontram-se em situação de trabalho precário. Segundo o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) existem várias formas de definir sociologicamente o trabalho precário: "contrato a termo, tempo parcial, trabalho temporário, falso trabalho por conta própria, trabalho sazonal, trabalho ocasional".

Agora entendo.....pobres coitados......

5:26 PM


Anonymous said...
Ui...quem o ouvir dizer isso ainda vai ficar a pensar que o Cepa é alguma coisa de jeito...!

Que me recorde o Bruno Martins tb era acessor do Mexia e isso não faz dele nada mais do que um "asqueroso"!

5:38 PM


Anonymous said...
CEPA CEPA CEPA CEPA.......................................................................................................................................................................................................................................................outubro não é o mês das vindimas?????

5:39 PM


Anonymous said...
o Amigo, anda a ouvir as conversas daquele jovem assessor do Farinha que foi corrido do ISCAC pelo PEREIRA?
Anónimo disse…
^Caros leitores:

Como vivi metade da minha vida em ditadura, tenho horror à censura.
Por isso, os comentários aí ficam.
Mas, convenhamos, nada têm que ver com o post cuja discussão poderia ser estimulante.
Cumprimentos
Nuno Moita disse…
Meu caro amigo Carlos

Embora concorde contigo quanto à laicidade do Estado no caso do Iraque não me parece que a situação anterior fosse melhor que a actual, apesar do incomodo da invasão dos EUA sem a “cobertura” da ONU, de facto houve eleições e foi escolhido uma orientação para o País.
Anónimo disse…
Caro Nuno Moita:

O que nos separa é a fé. Eu quero acreditar que o Iraque se torne uma democracia, que a violência pare, que os respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos venha a ser um facto.

Infelizmente tenho razões para não acreditar.

E, à medida que o tempo passa, crescem os motivos para repudiar uma invasão baseada na mentira e nos interesses do petróleo.

Além de um erro penso ter sido um crime. O futuro dirá qual de nós tem razão. Gostaria que fosses tu.

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