PONTE EUROPA

Os colaboradores do «Ponte Europa» desejam manter abertas as caixas de comentários dos artigos publicados. É uma forma de interacção com os leitores que nos enriquece. Quem critica presta um serviço a quem escreve e contribui para a necessária reflexão e eventual autocrítica. São, pois, bem-vindas as críticas.

O «Ponte Europa», não sendo um blogue monolítico, tem uma orientação claramente de esquerda, moderada e tolerante. Combate a direita mas defendê-la-ia se a sua legitimidade fosse posta em causa, porque o maniqueísmo não é nosso apanágio, não acreditamos em verdades absolutas e defendemos o pluralismo sem ambiguidades.

Não poderão surpreender-se os nossos leitores se eventualmente houver benevolência para os partidos de esquerda e menor tolerância para os da direita. Não somos de facto simpatizantes dos partidos da coligação, de triste memória, que ocupou o poder até há pouco.

No que me diz respeito, não enjeito algum facciosismo em relação à área política em que me insiro. Não sou um comentador neutro (se é que existe algum), sou um cidadão civicamente empenhado, sem filiação partidária. E sei que o pluralismo é condição essencial da democracia e que o confronto dialéctico é uma exigência da alternância democrática.

Quem nos visita sabe como somos e quem somos. Mas nós temos alguns pedidos a fazer: moderação na linguagem, rigor nas afirmações, contenção nas calúnias, respeito pelas pessoas e, se possível, pela gramática. Os bons argumentos perdem força em mau português.

Não nos incomoda o anonimato para expor ideias mas torna-se intolerável para atacar pessoas, exibir grosserias ou conduzir campanhas persecutórias.

O «Ponte Europa» pode ser um belo sítio para o debate político e o confronto de ideias. Não o deixemos transformar num local mal frequentado onde, sob a capa do anonimato, se faça a catarse de frustrações e ressentimentos.

Perseguições pessoais, calúnias e mentiras são apanágio de espíritos mesquinhos que se arriscam a tornar-se ainda mais pequenos, cegos pelo ódio e confiantes na impunidade.

A democracia merece a alteração dos paradigmas que a ditadura nos legou.

Comentários

Anónimo disse…
Subscrevo na íntegra tudo o que o Carlos Esperança acabou de referir.

Sugiro mesmo que caso se mantenham alguns tipos de comentários que apenas se preocupam com o denegrir de pessoas, e do seu bom nome,e os insultos com linguagem baixa, que se devem tomar as medidas necessárias, para que se salvaguarde o espírito que levou á criação deste espaço de esquerda e democrático.

Um abraço
Anónimo disse…
Caro Carlos Esperança
Quanto mais escrevemos, mais nos expomos. Para quem o faz há mais de trinta anos, só pode mesmo é concordar consigo. Um abraço.
Anónimo disse…
yep...yep....
Anónimo disse…
oh dr,
os drs não deixam ecrever o dr cidade no PE
é que do dr cidade passa a vida a fazer comentários noutros blogs...
Mano 69 disse…
O paradigma perdido

«A chacota é velha em Coimbra, veio com a fundação dos primeiros colégios, e foi a represália natural, desde que, avistados o primeiro explicando com o primeiro pedagogo, ou o explicando estudou pouco, ou o pedagogo explicou mal.»
FIALHO DE ALMEIDA
Anónimo disse…
Sou assumidamente de direita. E é com grande desgosto que assumo que este blog, de orientação marcadamente contrária a outro, igualmente de direita como eu, constitui muito mais um forum de debate, intercâmbio de ideias e, acima de tudo, NÍVEL. De facto, as coisas apenas começaram a "descambar" quando os comentadores desse outro blog começaram a vir aqui dar um arzinho da sua graça.
Sejam ainda mais ousados!
"Censurem" os comentários difamatórios e caluniosos e dêem ainda mais o exemplo do que é estar e fazer política com nível e sobriedade!
Coisas que, infelizmente, faltam muito ao PSD que temos em Coimbra.
Anónimo disse…
um diálogo é sempre um espaço de troca de vivências e de tolerãncia.
O insulto é egoísmo e autoconven--cimento e sob a capa do anonimato é uma pura perda de tempo, sobretudo para quem lê. Por isso concordo com a censura de comentários jocosos ou anónimos.
Enquanto isso não acontece o desprezo é uma arma poderosíssima.

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