Charrua – A queda de um mito
Charrua era o ídolo da comunicação social, um mártir da liberdade e ícone da luta pelo direito de expressão a quem reconhecíamos o valor pedagógico da coragem cívica.
Professor anualmente requisitado pela DREN, há vinte anos, episódico deputado, não lecciona. A ligação ao PSD libertou-o das aulas sem o isentar do exemplo que deve aos alunos e à Pátria e o alegado arrojo de injuriar a mãe do primeiro-ministro tornou-o uma referência ética para professores e alunos e fez dele o símbolo da coragem e paradigma de militante partidário.
Charrua não era o crápula que insulta às escondidas ou o cobarde que atira pedras e esconde a mão, era o pedagogo exemplar, incensado na comunicação social e louvado no PSD. Virtuoso na chalaça, delicado nos epítetos, era o estratega social-democrata imolado na falta de senso da chefe da DREN.
No futuro, o sargento que não insultasse a mãe do coronel, o bombeiro que o não fizesse à do comandante ou o porteiro que não seguisse o seu exemplo em relação à do patrão, não seriam dignos da sua coragem, inteligência e finura de trato.
Num país com meio século de ditadura, a democracia consente e estimula o insulto à mãe do primeiro-ministro, do presidente da República ou da ministra da Educação, mas sem Charruas estes direitos seriam postergados.
Só assim se entendia a unanimidade nacional em torno do herói Charrua embora não se percebessem as queixas sindicais em relação às mães que vão à escola cumprir o dever cívico de insultar os professores.
Hoje, Charrua diz que não disse o que as testemunhas dizem que disse. Deixou de ser o herói e converteu-se num mero zombeteiro de vão de escada. Caiu o mito.
Professor anualmente requisitado pela DREN, há vinte anos, episódico deputado, não lecciona. A ligação ao PSD libertou-o das aulas sem o isentar do exemplo que deve aos alunos e à Pátria e o alegado arrojo de injuriar a mãe do primeiro-ministro tornou-o uma referência ética para professores e alunos e fez dele o símbolo da coragem e paradigma de militante partidário.
Charrua não era o crápula que insulta às escondidas ou o cobarde que atira pedras e esconde a mão, era o pedagogo exemplar, incensado na comunicação social e louvado no PSD. Virtuoso na chalaça, delicado nos epítetos, era o estratega social-democrata imolado na falta de senso da chefe da DREN.
No futuro, o sargento que não insultasse a mãe do coronel, o bombeiro que o não fizesse à do comandante ou o porteiro que não seguisse o seu exemplo em relação à do patrão, não seriam dignos da sua coragem, inteligência e finura de trato.
Num país com meio século de ditadura, a democracia consente e estimula o insulto à mãe do primeiro-ministro, do presidente da República ou da ministra da Educação, mas sem Charruas estes direitos seriam postergados.
Só assim se entendia a unanimidade nacional em torno do herói Charrua embora não se percebessem as queixas sindicais em relação às mães que vão à escola cumprir o dever cívico de insultar os professores.
Hoje, Charrua diz que não disse o que as testemunhas dizem que disse. Deixou de ser o herói e converteu-se num mero zombeteiro de vão de escada. Caiu o mito.

Comentários
De pouco vale especular.
Este é um caso, já o escrevi antes, que acabará por ser decidido pelo poder judicial.
O que significa que vai demorar anos. Já Margarida Moreira não morará na DREN, nem Fernando Charrua estará desterrado na biblioteca do Carolina Michaelis.
Portanto, não haverá queda de mitos.
Tudo caíra de tédio.
Entretanto, enquanto nada se resolve, proliferam os "zelosos" dirigentes à revelia (ou ao atropelo) dos direitos pessoais, entusiasmados pela "eficiência", nova divindade (administrativa).
Como o recente caso da directora da Sub Região de Saúde de Castelo Branco...
O Carlos Esperança até coloca a carroça à frente dos bois...
Este gajo é demais... a Hipócrisia fica-te tão bem !!!!
Poque a oposição vive de Charruas têm de ser os socialistas a fazer a despesa de serem contra as medidas - as más - dos seus Governantes - e são muitas, demasiadas mesmo.
Nada pior para um partido de poder e no poder.
Há coisas que não mudaram assim tanto desde 1974. E a maior vitória de Salazar é ver os que o criticaram a cairem para fazer o mesmo que ele.
Arrisca-se a que a "rede varredora", o apague. Há gente que não gosta da comparação de Sócrates com Salazar. Provávelmente essa gente tem razão, Salazar foi muito melhor que Sócrates...
O caso do centro de Saúde no Minho?
A manifestação ilegal em Braga?
Parece que a PIDE anda por aí...
... mexam-se que mais de dois é um ajuntamento.
Enfim, ...
... nem Cavaco foi tão longe.
Continuo a não perceber é a comtemplação com a provocação rasca.
A queda de um mito?
Directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho...
A queda de um mito?
Manifestantes em Braga...
A queda de um mito?
Declarações da senhora Pignatelli sobre onde se pode falar.
A queda de um mito?
Qual mito? O mito de que o 25 de Abril ainda está vivo.