A infindável guerra israelo-árabe

Estar ao lado da Palestina e contra o Hamas não é incoerência, é uma obrigação moral. Condenar o sionismo e defender que Israel não deve estar debaixo da ameaça constante de uma organização que lhe recusa o direito à existência e mantém os seus habitantes sob a contínua ameaça de serem atingidos por um míssil lançado de Gaza, é um dever.

Não vale a pena repetir até à náusea que foi um erro entregar um território habitado aos crentes do mais antigo monoteísmo, um erro clamoroso da Inglaterra, URSS, EUA e de outros países vencedores da guerra de 1939/45.

E agora?

Deve permitir-se que Israel seja destruído, e expulsos os sobreviventes, à semelhança do que tem feito com a Palestina cuja iniciativa provocatória é o álibi de que precisa?

Nesta carnificina teocrática há critérios ideológicos e geoestratégicos que se afastam da lógica e se aproximam do petróleo, que acirram o racismo e recusam a paz, enquanto os terrorismos contrários se exacerbam numa lógica simultaneamente assassina e suicida.

Malditas religiões que desconhecem que alguns árabes são judeus islamizados e vários judeus são árabes judaizados, com uma crença tão grande na etnia como na divindade, incapazes de pensarem que uma etnia se arrisca a ser um grupo unido pelas falsidades partilhadas sobre os antepassados e ódios comuns em relação aos vizinhos, incapaz de resistir a um teste de ADN.

Pacatamente, no sofá das sujeições partidárias há quem cultive o maniqueísmo e o ódio, sem atribuir sequer 1% de razão aos que julga algozes ou 1% de maldade a quem tomou por vítimas, capaz de desejar a morte a quem deseja uma oportunidade para a paz.

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