Há homens que nos restituem a dignidade

Umar Khan

«Umar Khan, o médico responsável da luta contra o ébola na Serra Leoa, faleceu nesta terça-feira, depois de se ter contagiado com a doença na semana passada, segundo informou o médico-chefe do país, Brima Kargbo. Khan, de 39 anos, era considerado um herói nacional por tratar mais de uma centena de pacientes infetados pelo vírus».

Esta morte pela paz, em luta contra a doença, ao serviço dos que sofrem, é um exemplo de altruísmo que cala fundo nos que ainda conservam um módico de humanidade, uma centelha de altruísmo, um resto de esperança na abnegação de um médico.

Esta morte não foi em vão. O amor aos outros foi mais forte do que o ódio sectário que fomenta as guerras e alimenta vinganças. Este médico é um exemplo para ser apontado nas escolas, hospitais e em qualquer lado onde a semente germine.

Num mundo em desvario, sumidos os valores humanistas, o exemplo deste homem é a redenção que faltava. A triste notícia, com os seus doentes desesperados, reconcilia-nos com o mundo e faz-nos acreditar que nem tudo está perdido.

Entre a alma empedernida de um agiota e o coração terno do filantropo há espaço para que floresçam modelos de altruísmo de que foi exemplo o abnegado médico que morreu em combate por uma causa que vale a pena.    



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