8 de maio. Há 70 anos.

A vitória sobre o nazi/fascismo

O dia 8 de maio de 1945 foi o dia da Vitória contra a Alemanha Nazi, o dia em que os nazis se renderam aos exércitos aliados, em Berlim, em que 1 milhão de pessoas festejou em Londres o fim da Segunda Grande Guerra e a paz regressou à Europa ensanguentada.

Há 70 anos findou o mais cruel e demente plano genocida da História. Hoje, parecem esquecidos a data, o pesadelo, o racismo, a xenofobia e os milhões de vítimas.

Setenta anos depois, renascem demónios totalitários que deram origem à maior tragédia do século XX. É a história a repetir-se num misto de farsa e de tragédia.

Evocar o dia 8 de Maio é condenar a violência de Estado, denunciar o antissemitismo e homenagear as vítimas, todas as vítimas, de diversas origens, que ao longo dos séculos foram perseguidas por preconceitos religiosos, étnicos e culturais.

Não esqueçamos que é a economia à solta que cria as monstruosidades políticas de que necessita. Tem de ser a política a comandar a economia e não esta a determinar aquela.

Apostila: Deixo aqui o comentário do coronel Delgado Fonseca, comandante da coluna militar de Lamego no 25 de Abril, comentário feito noutro local:

«C E amigo, desta vez não respeitaste a verdade histórica , o que é natural porque nós os Portugueses pouco sabemos da história da Europa moderna: o que se comemora não é o fim da II Guerra Mundial e nem sequer o fim da guerra na Europa. O que hoje se comemora em toda a Europa ocidental é a rendição da Alemanha aos aliados do ocidente e amanhã comemora-se a rendição da Alemanha aos Russos e aos aliados de leste. A Guerra só acabou com a rendição do Japão.

Pouca gente sabe também é que o alto comando Alemão tentou ainda fazer as pazes com os ocidentais e por isso a rendição no dia 8 de Maio.»

Comentários

e-pá! disse…
Hoje, em Coimbra, para os homens e mulheres livres devia ser feriado.
Para além dos 70 anos da vitória dos aliados sobre a Eixo Nazi, completam-se 181 anos da entrada vitoriosa em Coimbra das forças liberais, comandadas pelo Duque da Terceira.

Embora bastante desfasados no tempo e na sua dimensão (um mundial, outro regional), ambos os eventos, consolidaram liberdades fundamentais.

Depois do expurgo economicista de feriados a que fomos sujeitos a nível nacional nos últimos 4 anos, para além da sua imprescindível reposição - nomeadamente o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro - terá chegado a hora de acertar o calendário, ao nível concelhio, acrescentando-lhe a comemoração de eventos que se revestem de alto e relevante significado local.
Assim, não consideraria demagógica, nem deslocada, a reivindicação de um feriado municipal em Coimbra no 8 de Maio.

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