Eleições britânicas e a União Europa…

As eleições no Reino Unido embora tenham resolvido o problema interno link no que respeita à governabilidade não trazem boas notícias para a UE.

O resultado prático destas eleições será a consolidação da longa 'aliança atlantista’ em detrimento da aproximação encetada em 1973 à Europa.

O Partido Trabalhista, com todos os problemas que carrega desde a 'deriva Blair' (também conhecida pela ‘3ª. via’), seria a única resposta eleitoral tranquilizadora para a UE.

O Partido Popular Europeu (PPE) que não tardará a aparecer a festejar esta vitória continuará cego perante o projecto europeu que tem sido inquinado pelas políticas ultraconservadoras (neoliberais) emanadas de Bruxelas, Berlim e Frankfurt. Mais uma vez não se colherão lições destas eleições.

O facto de o UKIP ter – em termos de resultados – uma expressão parlamentar residual não é tranquilizante. Deve-se mais ao sistema eleitoral britânico do que uma efectiva perda de influência política. E a próxima ‘guerra’ está para breve. Será o referendo já anunciado por Cameron sobre a Europa link.

De resto, não há nada para festejar (excepto para os conservadores ingleses que viram renovado o seu mandato para governar).
E mesmo no plano interno os problemas com o ‘Reino Unido’ não tardarão a surgir. De facto, quem governará serão os ingleses e o resto dos povos da União (escoceses, galeses e irlandeses) continuarão relativamente distantes do círculo efectivo do poder. 
O que está longe de conferir estabilidade interna.

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