Dias Loureiro, empresário de sucesso e farol de Passos Coelho

Corre por aí que um empresário de sucesso, ex-ministro e conselheiro de Estado, agora em extrema penúria, esteva imune a qualquer investigação policial, apesar de ser gente de algo num banco, dos do dinheiro, cuja administração parecia refúgio de governantes do cavaquismo.

Só pode tratar-se de calúnia, a alegada penúria e a proteção malevolamente insinuada por inveja de quem caçava com o rei de Espanha, agora jubilado, e tem a confiança do PR e a admiração do PM a quem Cavaco Silva serve de câmara de eco, que denomina colaboração institucional, num ato de remorso do discurso de vitória do 2.º mandato.

Passos Coelho não se considera um cidadão exemplar, por não ter saldado à Segurança Social o que devia e o que ficou por saber. Devido ao alegado sumiço de declarações de IRS, mistérios de um país onde o sol bailou ao meio dia, há de considerar-se milagre. Talvez por isso, quer ser como Dias Loureiro, um farol da ética e o empresário padrão, impoluto e empreendedor, alheio à escola de técnicos de aeródromos e heliportos da Região Centro, sob os auspícios da Tecnoforma, onde, mais por vocação académica do que por cupidez dos fundos comunitários, quis formar mais de mil técnicos para 10 lugares já preenchidos.

Passos Coelho pode ter um passado pouco recomendável mas terá futuro recomendado. Pode confundir o CDS com o principal partido da Oposição e Portas com Satanás, mas sabe, na defesa de interesses próprios e dos amigos, que é no leilão do que resta do país e com empresários como Dias Loureiro que se desforra da Revolução, sem «autorização superior», que pôs fim à guerra colonial sem lhe consultar o paizinho.

A biografia autorizada é cadastro cheio de lacunas e cortes, onde os professores que lhe deram o curso e inundam o poder estão omissos, tal como Dias Loureiro, que foi [ainda é?] seu conselheiro político. É certamente o encómio do Principio de Peter ou princípio da incompetência de Pedro.

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