O TGV de Boliqueime

(Paragens do TGV de Boliqueime  à Praia da Coelha – S. Bento e Belém)

No melancólico ocaso da presidência, conivente com o Governo a que ampliou o prazo de validade, indiferente à urgência do OE-2016, Cavaco partirá  para a praia da Coelha, sem Coelho, sem Portas e sem saudades, para alívio dos portugueses.

Repetirá até ao fim, em recorrente psitacismo, a necessidade dos consensos que impediu e, como novidade, alude à necessidade de um esforço que permita o regresso dos jovens escorraçados pelas políticas que apoiou.

Fica o faceboock vazio das explicações que deve aos portugueses. Restam silêncios, na decadência ética do regime, nas burlas dos seus colaboradores próximos, nas escutas, na permuta da casa da Coelha, nas ações da SLN, enfim, dúvidas que pairam na venturosa carreira política do mais impreparado carreirista.

O silêncio a que se remeteu contrastou com a estridência da censura à AR, no estatuto dos Açores; ao anterior Governo, na austeridade; à vingança, no discurso de vitória do segundo mandato. O BPN, o BES, a governação da Madeira, o Banif, a dívida do PM à Segurança Social, a corrupção, a austeridade, o desprezo da Constituição, os ataques ao TC não lograram uma palavra de quem foi tão loquaz no combate ao anterior governo.

Pede agora aos partidos, aos que ostracizou, que contribuam para a ‘elevação do debate público e a qualidade da democracia’, solicitação feita no dia da liberdade, na AR, dia e local distantes dos seus afetos, para um fim de que não foi exemplo.

Dos eleitos democraticamente passará a ser o pretérito-mais-que-imperfeito PR.

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