António Costa e a reação


Cada um faz dos resultados eleitorais a leitura que lhe convém mas excluir alguém, eleito democraticamente, da participação política revela a pulsão antidemocrática que domina este governo, esta direita e este PR.

A chantagem feita durante a campanha eleitoral, e agora continuada na comunicação social, com a demonização do PCP e do BE, foi derrotada nas eleições.

Se o PR preza muito a governabilidade e a democracia deve convencer o PSD e o CDS a apoiarem o PS, sem exigências intoleráveis, como parece estar a acontecer com o PCP e o BE.

A coragem de António Costa, com passado impoluto de democrata e honrado cidadão, é um exemplo que, independentemente do seu futuro político, em risco, deve frutificar.

António Costa, ao ouvir todas as forças partidárias, o que cabia em primeiro lugar a um PR, mostrou que é antidemocrática a exclusão política do PCP e do BE, como a reação pretendia.

O PS fica com a liberdade futura de não se deixar aprisionar. Essa inestimável herança é um legado que o atual líder deixa ao seu partido.

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