O parágrafo

«Há uma coisa que sei: os eleitores socialistas não votaram no PS para um governo com o PCP e o BE. Toda a gente sabe que não foi esse o sentido de voto dos eleitores socialistas».

(Durão Barroso, cúmplice da invasão do Iraque, depois de ter visto as provas das armas químicas de Saddam Hussein, e improvável eleitor de António Costa)

Comentários

Pois eu votei também para isso (alternativa à esquerda)
Jaime Santos disse…
Eu preferiria uma Maioria Absoluta do PS, mas Costa nunca escondeu que desejava uma Convergência com a Esquerda e não com esta Direita, até prometeu chumbar-lhe o OE, e agora moderou o discurso. Por isso, não me sinto de todo enganado. Não sei se o Governo à Esquerda é uma boa ideia (pode bem ser um ideia suicidária), porque BE e PCP não têm os mesmos objetivos que o PS, e podem a qualquer momento e em face de dificuldades (e vão ser muitas), retirar-lhe o tapete. Mas um PS a servir de muleta da Direita corre o risco de ver o eleitorado que lhe resta fugir para a Esquerda e nem sequer fica com o controle dos acontecimentos. Por isso, espero para ver que acordo Costa vai apresentar a Cavaco. Se Cavaco o recusar e der posse a Passos Coelho, Costa pelo menos resguardou a sua Ala Esquerda e não se comprometeu de todo com a Direita. E poderemos ainda perguntar a Marcelo (e a Maria de Belém, que pelos vistos aos costumes disse nada) o que faria nesta situação, já que o nosso PR tem poderes reais, não é um corta-fitas ao estilo monárquico, por isso é que votamos nele. Ora tudo isto não é coisa pouca, como não será a 'Maioria de Vigilância' na AR, pronta a cobrir o Governo com Inquéritos Parlamentares...
E terão votado para um acordo com o PPD/CDS?!
e-pá! disse…
Se existe uma coisa que o PS disse repetidamente na campanha eleitoral foi exactamente o contrário que o Sr. Barroso está a querer congeminar. Os portugueses ouviram alto e em bom som que o PS nunca se coligaria com o PSD.

A Direita apresenta-se como sabedora e decifradora dos votos dos portugueses qualquer que seja o partido.
E tenta confrontar os programas eleitorais com um eventual acordo de Governo misturando coisas diferentes.
Quanto aos programas convinha a extinta coligação, rapidamente transformada em 'Frente Governativa da Direita', estar calada porque, de facto, o que apresentou foi um 'não-programa'. Por isso tem dificuldade em negociar. Na linguagem infantil: "não tem caricas para a troca" (portanto não pode jogar!).

Mas percebe-se porque, neste momento, os 'laranjinhas' vêm com todo este paleio.
Estão a lembrar-se das promessas feitas em 2011 e que foram rasgadas logo após as eleições...

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