Eleições presidenciais

Agora, que a formação do novo governo está em curso, sob a chantagem da formidável central de intoxicação da pior direita do regime democrático, depois de ter falhado o golpe constitucional do seu mandatário em Belém, é urgente preparar o fim do pesadelo Cavaco Silva / Passos Coelho / Portas.

Há uma certeza, o próximo presidente nunca será pior do que o atual, seja quem for que ganhe as eleições presidenciais.

O PCP tomou uma atitude correta e patriótica, escolhendo o seu candidato. É tempo de todos os que abominam este presidente, esta maioria e este governo em funções, lutarem para que o pesadelo se desanuvie.

Demonizar quem quer que seja à esquerda é beneficiar esta direita que não se confunde com a direita civilizada expulsa do CDS e a marginalizada no PSD por Relvas e Marco António que apostaram na cabeça leve e fotogénica de Passos Coelho, para perdição de um país que já tinha em Belém quem todos dolorosamente sabemos.

Sem dependência partidária, votarei Sampaio da Nóvoa à primeira volta e, se à segunda volta a decisão for entre Maria de Belém e qualquer candidato apoiado por esta direita, não perderei o entusiasmo para votar na antiga ministra da Saúde.

Comentários

andanças disse…
aamigo
eu também votarei no sampaio da novoa, aliás já me inscrevi no site dele para apoiar
aquele abraço de sempre
Luciano leal
e-pá! disse…
O esquema (suicidário) repete-se.

A Direita lançou ontem o seu candidato no terreno. Os putativos concorrentes (Rio e outros) não avançarão. O 'catavento' começou a 'catar' intenções de voto e fica com o caminho livre. Aliás, mesmo antes de apresentar a candidatura já liderava as sondagens. Uma candidatura do tipo da pescada (que antes de ser já o era).

A Esquerda vai novamente às urnas partida, fragmentada, hesitante e existe cada vez mais receio que poderá entregar, de bandeja (à 1ª. volta), a eleição presidencial ao encartado comentador político das homilias de domingo.
Pouca gente (desta área política) conseguirá perceber a razão pela qual não é possível juntar vontades (e votos) à volta de Sampaio da Nóvoa (incontestavelmente melhor posicionado para colher uma candidatura 'agregadora').
Maria tem poucas (ou nenhumas) hipóteses de chegar a Belém mas pode impedir que Marcelo seja obrigado - pelo menos - a disputar a 2ª. volta.
Até parece que o PS encara as presidenciais como um privilegiado campo de batalha (interno) para disputar guerras de sensibilidades paroquiais.

Três questões:

- Porque se tornou tão difícil aprender com os erros passados?

- O duplo mandato de Cavaco Silva não serve de vacina?

- Ou será preciso realizar 'primárias' no seio do eleitorado de Esquerda?

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