Cavaco Silva e a democracia

Quando Cavaco Silva encarregou o ainda primeiro-ministro a “iniciar diligências para procurar uma solução governativa”, antes de ouvir os outros partidos políticos, não se deu conta de que à Constituição sobrepôs os interesses partidários, ao País os seus e à democracia a sua formação política.

Depois de três democratas sólidos que o precederam foi penoso assistir a uma década em que o Palácio de Belém se transformou no secretariado da Propaganda da Direita.

Não se lhe exigia cultura, rasgo ou sensibilidade, apenas um módico de isenção que tivesse poupado Portugal à deprimente intriga com as escutas inexistentes, que fizeram de Fernando Lima estafeta e de José Manuel Fernandes serventuário, para desacreditar o PM, à descontrolada explosão de cólera contra a A.R., após a aprovação do Estatuto dos Açores, ou ao rancoroso discurso de vitória da sua reeleição.

O País esqueceria a vivenda do condomínio do BPN na praia da Coelha, o negócio das ações da SLN, o sorriso das vacas açorianas e outras tropelias ou irrisões.

Bastava um módico de isenção partidária.

Ponte Europa / Sorumbático

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