A Religião Verdadeira e a verdade das religiões

O governo alemão proibiu ontem, dia 15, o grupo islamista Die Wahre Religion ("A Religião Verdadeira"), por pregar o ódio religioso e manter contactos com crentes que saíram para a Síria e Paquistão a fim de participarem na jihad.

Não há uma só religião que não se considere a única verdadeira, tal como o seu Deus, e falsas todas as outras e o deus de cada uma delas. Essa situação faz de todos os crentes ateus. Estes só consideram falsa mais uma religião e um deus mais. No fundo, somos todos ateus em relação aos deuses da mitologia, e os vindouros estudarão na mitologia os atuais.

O problema não está na falsidade das religiões, mas na sua nocividade, sempre que os crentes, convictos da vontade de um ser imaginário, são capazes das maiores crueldades para lhe agradarem. E nem a mentira mais tosca ou a mais primária superstição os inibe de as usarem como armas.

Em Itália, um padre católico, que deixou o papa Francisco com os cabelos eriçados, não se coibiu de atribuir os terramotos que têm fustigado a Itália, a castigo de Deus. Só não explicou se o alvará de padre lhe permite interpretar a vontade do deus dele e ir além da transformação da água vulgar em benta e de realizar o complexo processo alquímico da transubstanciação. Na sua demente superstição, ou maldade, deixou Deus mal colocado.

No estado em que o Islão se encontra, perante o fracasso da civilização que aniquilou as energias criativas, os facínoras de Deus usam a crença para todas as tropelias. Querem o Paraíso para todos os outros nem que, para isso, tenham de os matar. A bomba pode ser um método obsoleto, mas é eficaz na redução de infiéis.

Quando as religiões ultrapassam a pacífica transmissão das crenças e a prática litúrgica, deixam de ser um veículo para o Paraíso e tornam-se um perigo para a paz. Deixam de ser fé e passam a fezes que, por razões sanitárias, devem ser erradicadas.

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