Franco, franquismo e impunidade

Faz hoje 41 anos que faleceu, excelentemente confessado, comungado e sacramentado, o maior genocida ibérico da História sem que lhe fizessem a justiça que coube a Luis Carrero Blanco.

A guerra civil espanhola (1936/39) foi tempo de horrores, dos dois lados da barricada, mas foi um golpe de Estado que derrubou o governo eleito, e o general cuja sedição foi designada ‘cruzada’, pelo papa de turno, que iniciou a feroz ditadura fascista que Hitler, Mussolini e Salazar apoiaram.

Não bastou a carnificina da guerra. Os fuzilamentos prosseguiram durante vários anos, nas praças de touros e nas ruas onde os falangistas abatiam republicanos suspeitos. Os próprios Tribunais, às ordens do ditador, condenavam à morte e mandavam garrotar.

Em Madrid, o delinquente Francisco Franco, que servira às ordens do general mutilado, Millán Astray, autor do grito ‘Viva la muerte!’, continuou a matar adversários através de milícias fascistas que os esperavam. O seu diretor espiritual, Escrivà de Balager, que fundou o Opus Dei, estagiou nessa função para a canonização.

Os crimes contra a Humanidade não prescrevem, mas em Espanha, com a cumplicidade do atual PP, a amnistia permitiu que nunca fossem julgados e, ainda hoje, se opõe às investigações das valas comuns para onde foram atirados os republicanos assassinados.

Franco foi um tenebroso ditador durante mais de trinta e cinco anos e ainda se permitiu impor a Espanha o regime futuro, a monarquia, a que escolheu o rei, depois de o educar no fascismo e de o ter obrigado a jurar fidelidade à falange.

Um ano depois do 40.º aniversário da morte do carrasco nazi, continua válido o cartaz então publicado no sítio http://www.ecorepublicano.es/, aqui reproduzido. Basta substituir o 0 pelo 1.

Hoje, pode ler-se aí que foi Adolfo Suárez que afirmou que não submeteu a referendo a monarquia porque as sondagens indicavam que perderia.

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