Marcelo, a CPLP e a Guiné Equatorial

Os portugueses sabem que Teodoro Obiang não é um exemplo de democrata e que 37 anos ininterruptos como presidente da Guiné Equatorial não fizeram dele o presidente de um País de Língua Portuguesa, pelo simples facto de a língua portuguesa não ser o idioma do País.

Trata-se aliás, do presidente que, depois do sangrento golpe de Estado de 1967, tem sido sucessivamente eleito, desde 1996, com votações sempre superiores a 95% dos votos.

A eventual vinda a Fátima do Chefe de Estado pouco recomendável, pior do que alguns cardeais que frequentam o santuário, apenas constrangerá quem tiver de o receber, com as honras devidas à função, à sua chegada a Lisboa, para o espetáculo pio que está a ser montado para o dia 13 de maio do próximo ano.

A Guiné Equatorial entrou para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 2014, na cimeira de Díli.

Perante a insistência dos jornalistas, na Cimeira de Brasília, Marcelo Rebelo de Sousa fez questão, por duas vezes, para sublinhar a sua declaração, que em 2014, quando este ditador aderiu à CPLP, ele não era o Presidente da República nem António Costa o PM.

Quem seriam? Para bom entendedor…

Comentários

Manuel Galvão disse…
E se viéssemos a verificar que 55% dos portugueses em idade de votar gostavam das "tardes da Júlia" e da "casa dos segredos" podíamos dizer que esses eram os melhores programas?
é que a arde de se manter no poder é a arte de manter o pessoal em estado culturo-vegetativo...

Mensagens populares deste blogue

Nigéria – O Islão é pacífico…

A desmemória e a dissimulação

Miranda do Corvo, 11 de setembro