O XVII Governo
A precocidade da apresentação só rivalizou com o sigilo da formação. Eis uma surpresa agradável que se espera repetida na governação.
Os ministros indigitados estão já sob o fogo cerrado das oposições mas preocupante é o preço dos combustíveis fósseis, o estado da economia, o presumível défice das contas públicas e a chaga bem visível do desemprego.
Seria estultícia julgar o novo Executivo pelas caras que se vêem e os nomes que se conhecem. São as políticas e a conjuntura que farão deste elenco a equipe salvadora do estado calamitoso em que nos encontramos ou o bode expiatório dos males endémicos que nos afligem.
Há ministros de grande categoria entre os políticos conhecidos. António Costa, Alberto Costa e Freitas do Amaral são estrelas de primeira grandeza numa galáxia que promete. Quem, como eu, tem o coração à esquerda do centro de gravidade deste Governo, não pode deixar de reconhecer em Freitas do Amaral, de cuja família política me julgo distante, um corajoso adversário da invasão do Iraque, um denodado defensor da legalidade internacional e um vulto da cultura e da política a quem um lugar de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros não acrescenta prestígio e só atrai inimigos. É, pois, um acto de patriotismo e um sinal de optimismo a sua participação.
Por ora, apraz-me registar que foi muito menor a ansiedade dos portugueses em relação ao Governo que chega do que o alívio face ao que sai. Só este facto já é de bom augúrio para o Governo que aí vem e para as dificuldades que lhe cabe ultrapassar.
Os ministros indigitados estão já sob o fogo cerrado das oposições mas preocupante é o preço dos combustíveis fósseis, o estado da economia, o presumível défice das contas públicas e a chaga bem visível do desemprego.
Seria estultícia julgar o novo Executivo pelas caras que se vêem e os nomes que se conhecem. São as políticas e a conjuntura que farão deste elenco a equipe salvadora do estado calamitoso em que nos encontramos ou o bode expiatório dos males endémicos que nos afligem.
Há ministros de grande categoria entre os políticos conhecidos. António Costa, Alberto Costa e Freitas do Amaral são estrelas de primeira grandeza numa galáxia que promete. Quem, como eu, tem o coração à esquerda do centro de gravidade deste Governo, não pode deixar de reconhecer em Freitas do Amaral, de cuja família política me julgo distante, um corajoso adversário da invasão do Iraque, um denodado defensor da legalidade internacional e um vulto da cultura e da política a quem um lugar de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros não acrescenta prestígio e só atrai inimigos. É, pois, um acto de patriotismo e um sinal de optimismo a sua participação.
Por ora, apraz-me registar que foi muito menor a ansiedade dos portugueses em relação ao Governo que chega do que o alívio face ao que sai. Só este facto já é de bom augúrio para o Governo que aí vem e para as dificuldades que lhe cabe ultrapassar.
Comentários
Apesar de ter dito aos Almirantes (numa crise orçamental) que navegassem de bicicleta, ou talvez também por isso.
Um bom sinal de Sócrates.
parece que a viagem não lhe roubou a acutilância e a independência. Bem-vindo neste seu regresso.
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Quanto ao jrd desejo um bom regresso de férias.