Dos bispos e da tirania

Quem acreditou na moderação do episcopado, equivocou-se.

Comentários

Anónimo disse…
Quando falarem em latim, nem se liga ao que dizem, porque ninguém os compreende. E agora, de padres casados, nada. Ainda bem que não se reproduzem, senão seria necessário um referendo para abortar as mães deles.
Camisa Azul disse…
Finalmente a igreja está a libertar-se das amarras do politicamente correcto.
Acho que até vou começar a ir à missa.
Anónimo disse…
Será a jornalista Fernanda Câncio a fonte motivacional do referendo instituído pelo Eng.º Socrates?

Esperemos que não porque caso contrário teremos para breve outro referendo á legalização de casamento entre homosexuais que a mesma tanto protege!
De facto quando se permitem abortos com 24 meses (vidé F. Câncio), estamos sujeitos a abortos de todas as idades que é o que me acontece no meu mister.

24 anos, 48 anos etc, e ainda bem que não são números ímpares.
Anónimo disse…
Espero que os padres gays, não casem uns com os outros...pelo andar da carruagem, nunca se sabe.
Ah, espero também que não queiram adoptar, seria a loucura total.

Tudo é possível...
e-pá! disse…
Ao ouvir o presidente da Conferência Episcopal, D. Jorge Ortiga, tive a sensação que os bispos portugueses tinham migrado para um outro Mundo, etéreo, onde se brinca, onde se graceja inocentemente...

“a malícia intrínseca de todo o aborto provocado”,...

Disse mesmo "malícia"?.
Qualificou de "intrínseca"?

Sem malícia, posso perguntar se conhece alguma mulher que na penosa e traumamtizante decisão de interromper uma gravidez o faça por "malícia"?

Quando qualifica de "intrínseca" quer que o intrepretemos como tendo deixado de acreditar no Homem e na Mulher?

Seguem-se interpretações escolásticas/semânticas sobre o significado de "malícia", como seja:
1 - inclinação para interpretar mal, para julgar, agir ou pronunciar-se sobre os outros com maldade ou má intenção; má indole.
2 - dissimulação, manha, astúcia.
3 - inteligência ou esperteza própria do que tem disposição natural para fazer ou praticar o mal.
4 - Interpretação em sentido maldoso, satírico ou licencioso...

A Igreja Católica Romana desde Ratisbona que tem dificuldade em dar sentido aos seus conceitos ou preconceitos.


Salvo o devido respeito por V.as Exas Reverendíssimas tal asserção é uma manifesta - BREJEIRICE.
Anónimo disse…
“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos,
nem dos desonestos,
nem dos sem caráter, nem dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons!"
Martin Luther King
Quem sabe o País acorde…

Este governo usa a ditadura como bandeira... onde estão os homens da verdadeira esquerda???? Por favor e a bem do País.. ACORDEM!
Anónimo disse…
Mas o que é isto?!
Quando a gente pensa que a Igreja Católica se conformou definitivamente com a separação entre a Igreja e o século, entre a lei divina e a lei humana, entre deus e césar, logo há-de vir um bispo de antanho estragar tudo. Agora é o arcebispo de Braga que nega ao «poder constituído» (isto é ao Estado) o poder de despenalizar o aborto, porque este é um crime «por natureza».
Já houve um tempo divinocrático, em que a Igreja tinha o poder de decretar o que era crime, e entre os tais "crimes naturais" encontravam-se o judaísmo e todas as demais "heresias", a feitiçaria, a sodomia, a blasfémia, etc. etc. Só que num Estado soberano na ordem temporal -- em que a Igreja só é competente na esfera religiosa --, e além disso democrático, quem define os crimes são os órgãos legislativos competentes ou os cidadãos, directamente (em qualquer caso, nos limites da Constituição, que não proíbe a descriminalização do aborto).
A aceitação desse "poder constituído" faz parte naturalmente dos deveres de todos os cidadãos, incluindo os bispos. Fulmine a Igreja o aborto com as armas que tem, se assim o entender. Mas respeite, como é sua obrigação, a liberdade do poder civil no exercício das suas atribuições. É assim tão difícil?!

[Publicado por vital moreira] 14.11.06

http://causa-nossa.blogspot.com/

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