Vasco Graça Moura
Vasco Graça Moura (VGM), apesar de defensor da pena de morte, não é um troglodita e a linguagem, digna do mais rancoroso rural, não faz dele inimputável.
Debita adjectivos como balem as ovelhas ou palram os papagaios, com a facilidade do mais erudito dos almocreves e o acinte do mais primário e boçal ferrador de solípedes.
VGM, na sanha contra a esquerda pós-soviética, onde inclui toda a esquerda, revela-se o mais genuíno dos paladinos da direita pós-fascista.
O defensor de todos os líderes do PSD, e carrasco dos simpatizantes de qualquer outro partido, denomina «patéticas deslocações do sr. Solana» os esforços de paz do ilustre espanhol ao serviço da União Europeia e denomina a política diplomática de Espanha de «progressismo alvar do sr. Zapatero». Deve ser trauma anti-castelhano.
O Governo italiano, depois de ter perdido o notável cançonetista Berlusconi e o pio Roco Butiglioni, passou a ser a «periclitante salada de esquerda do sr. Prodi».
Só não esperava que o último almocreve do cava…
Debita adjectivos como balem as ovelhas ou palram os papagaios, com a facilidade do mais erudito dos almocreves e o acinte do mais primário e boçal ferrador de solípedes.
VGM, na sanha contra a esquerda pós-soviética, onde inclui toda a esquerda, revela-se o mais genuíno dos paladinos da direita pós-fascista.
O defensor de todos os líderes do PSD, e carrasco dos simpatizantes de qualquer outro partido, denomina «patéticas deslocações do sr. Solana» os esforços de paz do ilustre espanhol ao serviço da União Europeia e denomina a política diplomática de Espanha de «progressismo alvar do sr. Zapatero». Deve ser trauma anti-castelhano.
O Governo italiano, depois de ter perdido o notável cançonetista Berlusconi e o pio Roco Butiglioni, passou a ser a «periclitante salada de esquerda do sr. Prodi».
Só não esperava que o último almocreve do cava…
Comentários
Acho que até vou começar a ir à missa.
Esperemos que não porque caso contrário teremos para breve outro referendo á legalização de casamento entre homosexuais que a mesma tanto protege!
24 anos, 48 anos etc, e ainda bem que não são números ímpares.
Ah, espero também que não queiram adoptar, seria a loucura total.
Tudo é possível...
“a malícia intrínseca de todo o aborto provocado”,...
Disse mesmo "malícia"?.
Qualificou de "intrínseca"?
Sem malícia, posso perguntar se conhece alguma mulher que na penosa e traumamtizante decisão de interromper uma gravidez o faça por "malícia"?
Quando qualifica de "intrínseca" quer que o intrepretemos como tendo deixado de acreditar no Homem e na Mulher?
Seguem-se interpretações escolásticas/semânticas sobre o significado de "malícia", como seja:
1 - inclinação para interpretar mal, para julgar, agir ou pronunciar-se sobre os outros com maldade ou má intenção; má indole.
2 - dissimulação, manha, astúcia.
3 - inteligência ou esperteza própria do que tem disposição natural para fazer ou praticar o mal.
4 - Interpretação em sentido maldoso, satírico ou licencioso...
A Igreja Católica Romana desde Ratisbona que tem dificuldade em dar sentido aos seus conceitos ou preconceitos.
Salvo o devido respeito por V.as Exas Reverendíssimas tal asserção é uma manifesta - BREJEIRICE.
nem dos desonestos,
nem dos sem caráter, nem dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons!"
Martin Luther King
Quem sabe o País acorde…
Este governo usa a ditadura como bandeira... onde estão os homens da verdadeira esquerda???? Por favor e a bem do País.. ACORDEM!
Quando a gente pensa que a Igreja Católica se conformou definitivamente com a separação entre a Igreja e o século, entre a lei divina e a lei humana, entre deus e césar, logo há-de vir um bispo de antanho estragar tudo. Agora é o arcebispo de Braga que nega ao «poder constituído» (isto é ao Estado) o poder de despenalizar o aborto, porque este é um crime «por natureza».
Já houve um tempo divinocrático, em que a Igreja tinha o poder de decretar o que era crime, e entre os tais "crimes naturais" encontravam-se o judaísmo e todas as demais "heresias", a feitiçaria, a sodomia, a blasfémia, etc. etc. Só que num Estado soberano na ordem temporal -- em que a Igreja só é competente na esfera religiosa --, e além disso democrático, quem define os crimes são os órgãos legislativos competentes ou os cidadãos, directamente (em qualquer caso, nos limites da Constituição, que não proíbe a descriminalização do aborto).
A aceitação desse "poder constituído" faz parte naturalmente dos deveres de todos os cidadãos, incluindo os bispos. Fulmine a Igreja o aborto com as armas que tem, se assim o entender. Mas respeite, como é sua obrigação, a liberdade do poder civil no exercício das suas atribuições. É assim tão difícil?!
[Publicado por vital moreira] 14.11.06
http://causa-nossa.blogspot.com/