Num país disfuncional, onde os diretores-gerais apresentam a demissão para evitar a dos ministros, como aconteceu com o Comandante-Geral da PSP que seria substituído pelo que, na sua atuação, deu origem à demissão, cria-se um lugar político para os abnegados mártires. Na PSP, hoje com 13 oficiais equiparados a generais de 3 estrelas, arranjou-se um lugar… em Paris, por 12 mil euros mensais, para o desprendido demissionário.
A demissão do responsável máximo da Autoridade Tributária, um diretor-geral, tem certamente à espera uma sinecura à altura do sacrifício. Imolou-se no altar da hipocrisia ao serviço da degradação ética do regime que este Governo e esta maioria, à rédea solta, levam a cabo, com o PR preso curto.
Um país onde o segredo fiscal, à semelhança do de justiça, é para ser violado, protegem-se os amigos, hoje os deste Governo, amanhã os do próximo. O sigilo fiscal era a prática dos funcionários de Finanças como os pagamentos à Segurança Social e ao fisco o eram dos governan…
Comentários
Mais uma vez esqueceu-se dos "outros".
Andam decepcionados (... e não só) - desde que foi eleito.
Parabéns ao Partido Democrata!
Agora, mãos à obra: ajudar a corrigir o défice e a dívida pública. Estabelecer um plano justo de paz para o Iraque e o Médio Oriente. Recuperar a credibilidade internacional dos EUA.
Mas não tenhamos grandes ilusões... Bush vai fazer o que sempre fez com os condenados à morte no Texas: persistir no erro, manter a teimosia e julgar-se um "duro".
Hilari Clinton: terá chegado a sua hora. Comece por mostrar um plano alternativo no Iraque, na Palestina, no Irão e na Coreia do Norte. Mostre como vai corrigir o défice.
E mais perto das eleições: tente chegar ao coração das mulheres e imponha o seu "sonho" de um serviço de saúde para TODOS os americanos....
E Durão Barroso, como se sentirá com a humilhação do seu protector?
E o PSD que apoiou em bloco essa loucura e esse crime?
E os que no PS apoiaram a invasão do Iraque? Também os houve!
E Portas e outros saprófitas do bushismo?
Os apoiantes da guerra do Iraque vão fazer o previsível:
- "Lavar" a derrota!
Dirão que é um novo ciclo político, a alternãncia democrática, um "desafio" que incentiva permanecer no Iraque, etc.
O seu "compromisso" com Bush, na guerra do Iraque e nas políticas "neo-cons", está para durar.
A factura da subserviência vai ser paga até ao fim.
O ridículo não mata.
Não têm postura democrática, nem humildade suficiente, para assumirem o óbvio.
Isto é, o colossal erro que inquinou o início deste século e tornou o Mundo trágico e inseguro.