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Coimbra - Igreja de Santa Cruz, 11-04-2017
Por
Carlos Esperança
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Antes das 11 horas da manhã, uma numerosa comitiva de polícias, militares da GNR, e alguns outros do Exército, tomaram posições em frente à Igreja de Santa Cruz. Bem ataviados esperavam a hora de deixarem a posição de pé e mergulharem de joelhos no interior do templo do mosteiro beneditino cuja reconstrução e redecoração por D. Manuel lhe deu uma incomparável beleza. Não era a beleza arquitetónica que os movia, era a organização preparada de um golpe de fé definido pelo calendário litúrgico da Igreja católica e decidido pelas hierarquias policiais e castrenses. Não foi uma homenagem a Marte que já foi o deus da guerra, foi um ato pio ao deus católico que também aprecia a exibição de uniformes e a devoção policial. No salazarismo, durante a guerra colonial, quando as pátrias dos outros eram também nossas, não havia batalhão que não levasse padre. Podia lá morrer-se sem um último sacramento!? Éramos o país onde os alimentos podiam chegar estragados, mas a alma teria de seguir lim...
O Sr. Duarte Pio e o opúsculo
Por
Carlos Esperança
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Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...

Comentários
Crédito? Nós que necessitamos dele sabemos quanto custa.
Uma última coisa sobre tão triste personagem, considerar-se-à ELE (ainda) semelhante aos demais ?.
VERGONHA ...
Se houver bom senso será possível evitar a insolvência político-financeira e contornar os que, em desespero de causa, encarreiram pela filosofia do "perdido por cem, perdido por mil".
A demagogia vive à farta (e com retumbantes sucessos eleitorais) até chegar a altura de... pagar as facturas. Nessa altura, caí a máscara e vem ao de cimo a boçalidade, a canalhice, as "golpadas" e todo o tipo de expedientes.
Quantas cambalhotas políticas A J Jardim já deu desde que teve conhecimento do teor da nova lei de finanças regionais?
Quantos insultos dirigidos às instituições democráticas nacionais(Governo, AR, PR, e TC) já proferiu?
Claro, que os portugueses na sua globalidade vão (ainda) pagar estes desmandos de quem parece não ter nada a perder. Mas o terreno começa a fugir-lhe debaixo dos pés.
Se este abusivo preço (em tempos de contenção) abrir novos caminhos e novas perspectivas políticas para a Madeira, resta-nos inscrevê-los nos custos da democracia.
Da lenta e progressiva aprendizagem democrática que nos envolve a todos.
E sendo assim, o saldo será - apesar do ruidoso e esbanjador estertor da demagogia - positivo.
É com esta visão e com este propósito que contemplo e assisto ao degradante espectáculo que, A J Jardim, nos oferece e, mais uam vez, nos vai sair do pêlo...
Julgo que catalogar como "esperto" quem nos "suga", à má-fila, o dinheiro é ... dar uma de otário.
A notícia não fala de um empréstimo?
E os empréstimos só podem ser feitos para obras concretas. Ao contrário do continente, onde mais de metade do orçamento é para produzir m..., que é o que todos os funcionários fazem, como aliás todos nós, horas depois da refeição, na Madeira trabalha-se e faz-se obra.
Com o que vejo, parece-me que nem Sócrates nem Cavaco nem nada. Precisamos para o continente o mesmo que para a Madeira. Um outro Alberto João mais jovem que ponha esta "tropa" de sugadores orçamentais na linha, aproveitando ainda para pôr o País a trabalhar.
"Otário é você."...
Já desconfiava que pensava isso sobre nós.
Nós - "os do Continente" - já o sentíamos.
O governo da República já se apercebeu.
Finalmente, aparecerá uma Lei das Finanças Regionais que acabará com o regabofe.
Caro Anónimo, com o seu dinheiro sou capaz de mandar construir um palácio. Com o meu vivo num T3.
É a substancial diferença entre os que tanto aprecia e os que acusa de andar a fazer m...., isto é, o grosso dos contribuintes.
Não vale a pena espernear mais. Acabou-se a "mama". A chantagem já não "cola". Restam os malabarismos feitos em nome das ditas "Sociedades de Desenvolvimento" mas, segundo se supõe, avalizados pelo Governo Regional.
Depois da Lei das Finanças Regionais faltará uma auditoria às "Sociedades de Desenvolvimento".
Cheira-me que haverá revelações...
NÓS TODOS, é que iremos pagar o preço de nova aposta, e . . . novo condescender Central.