PSD - tortuosos e teatrais estratagemas…

Nas cabeças dos peregrinos “sociais-democratas lusitanos" a proposta de revisão [subversão] constitucional é a modernidade, o futuro, quase, o Éden.
Nasceu-lhes esta ideia [saiu-lhes da mona] no meio da euforia do último Congresso onde pouco havia que discutir [Santana Lopes andava por lá em of site] e, o que realmente era importante ser debatido, i. e., organizar as cerimónias fúnebres do cavaquismo cujo espectro ainda pairava sobre este evento [Congresso] envolto num denso tabu, não teve qualquer chance...

Findo o Congresso adestraram um desocupado [desalojado] banqueiro, um monárquico encafuado, enfim, um homem para toda a Obra que, para não destoar do seu curriculum, gizou o escabroso livrete denominado - proposta de revisão constitucional.

Outros, os operacionais, estorricaram os seus cérebros na pesquisa de uma oportunidade para se mostrarem reformistas e tentaram inscrever o miranbolante documento na agenda política.
A justificação "a crise endémica". Melhor, a progressiva divergência desenvolvimentista com a União Europeia.

Causas?
Fácil! O PS que, nos últimos 15 anos, governou 13!

A verdadeira causa dos problemas nacionais, nascidas da aplicação do ideário e prática financeira neoliberal, aqui e no Mundo, é para mistificar, sonegar, dissimular…
Ou, como se pode ver, para incorporar, para entranhar na nossa Constituição.

É patente que um tão violento retrocesso político e social – tão geometricamente espelhado na proposta de revisão Constitucional – necessita de muitas marionetes e algumas mascarilhas, para ser posto em cena, sem cair no fatal ridículo.

Entretanto, cai o pano, não soam as palmas e, então, aparece na ribalta o contra-regra a anunciar diversas reposições, tantas quantas as necessárias para dobrar a vontade à Esquerda. Dar corpo a um processo baseado no esgotamento dos parceiros e adversários políticos [neste momento com um alargado beneplácito mediático], levando à cena a parábola da água mole em pedra dura…

Finalmente, resta-lhes justificar este petulante desvario, este diletantismo revisionista, esta manobra de diversão, com paralelismos históricos deslocados, invocando um passado distante, necessariamente, diferente.

De qualquer modo, seria indispensável que aonde [ainda] exista a mínima reserva de bom senso, tenha a lucidez de chamar Pedro Passos Coelho à parte e explicar-lhe que a História não se repete ou, então, sussurrar-lhe:
- O menino não é o Dr. Francisco Sá Carneiro!

Melhor, ainda, será acreditar em Luis Filipe Menezes: daqui a 6-7 anos pensamos nisso... Entretanto, muita água correrá sob a Ponte Europa.

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