A semana negra do "pós-moderno" conselheiro Acácio…


O presidente do PSD percorre o País e frequenta os antros da política doméstica e ibérica [não ensaiou passos mais longos] debitando sentenças do tipo do queiroziano retratadas na literária e satírica figura do conselheiro Acácio, no que diz respeito ao constante recurso a chavões pejados de um gritante e confragedor vazio.

Mesmo quando a realidade o desmente nada tem a rectificar. Antes, quando se decidiu a sentenciar sobre algum facto, nada disse de substantivo. Portanto, como nada tinha dito, não há nada a acrescentar. Um círculo vicioso num país onde jactâncias “acacianas” são o dia a dia.

Não é fácil perder-se - em cerca de 1 mês - 10.7% das intenções de voto.
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Mesmo sabendo – como todos os políticos dizem – que uma coisa são sondagens outra serão as urnas eleitorais. Enfim, mais um tirada “acaciana”

Para tal foi preciso:

- Arengar sobre questões constitucionais fora de tempo e do contexto político nacional não conseguindo ocultar a mais rebarbativa ideologia neo-liberal. Tão rebarbativa que assustou inclusive a própria Direita.

- Ir de alegre passeata aos nuestros hermanos para participar - a mando do tio Barroso [?] - ao lado do mano Rajoy nos exorcismos acerca de uso da “gloden share” no problema PT/Tefónica/Vivo. Anunciou à volta de tal facto as mais devastadoras catástrofes…
Perante a saída do impasse encontrada pela Administração da PT e da Telefónica, bem como da oportunidade surgida pela entrada na Oi, acha que será o governo que deve justificar-se. Pelo menos, até ter nova oportunidade de ir aconselhar-se a Madrid…

- Brandir o caso Freeport – e o seu lento arrastar – alimentando em lume brando um dramático desgaste de José Sócrates. Perante o desfecho desta semana, nada teve a acrescentar do que verberar a lentidão da justiça [...que neste caso só favoreceu os desígnios do PSD!].

- Finalmente, ser constrangido a ouvir um breve comunicado da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, sobre o famoso caso do jornal de 6ª. feira da TVI que, num ápice transformou uma das bandeiras da sua candidatura à liderança do PSD num conspurcado pañuelo

E fiquemos por aqui…

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