Monarquia e República

Não previa o interesse que o meu comentário a uma entrevista do DN mereceu e, muito menos, que desse origem a uma bolsa de estudo aos monárquicos que viajaram até ao meu mural do Faceboock para, legitimamente, me contestarem.

Não é hábito autóctone observar a mente e tomar consciências dela, embora o conselho de Sócrates “conhece-te a ti próprio” seja amplamente divulgado. O catolicismo tem um arremedo de introspeção, a que chama “exame de consciência”, espécie de radar para os pecados, mas os livres-pensadores fazem mesmo autocrítica. À lógica cartesiana prefiro o “existo, logo penso” e, continuarei a pautar a conduta pela vigilância que me põem as dúvidas frequentes e me impõem os enganos repetidos.

Foi no exercício da autocrítica de homem livre que produzi três textos com que justifico as minhas posições cívicas:

- Porque sou republicano
- Porque sou ateu
- Porque sou social-democrata

Dentro de dias voltarei a publicar o texto «Porque sou republicano», por consideração aos monárquicos, não à monarquia, e pela estima que me merecem as espécies em vias de extinção.

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