Um mini-balanço para um maxi-problema…

O Eurogrupo chegou esta madrugada a um acordo para manter a Grécia na moeda única link
Sempre a moeda na centralidade dos mecanismos decisórios.
Um dia chegará a vez da política (europeia). Nesse dia teremos a noção da fragilidade, da indecência e do carácter efémero do se pretendeu, ainda, ‘arrancar’ do já espoliado povo grego, sob a batuta dos ‘credores’.

A Europa conseguiu [mais uma vez!] adiar a hecatombe anunciada no horizonte do Velho Continente. Segue-se um compasso de espera com as eleições gerais em Portugal e Espanha. De seguida o filme prosseguirá com estes ou outros actores. As eleições decidirão. Mas sendo importantes os protagonistas fulcral será o guião (político). É por esta razão que muitos cidadãos europeus esperam (desejam) que a crise grega possa ter aberto novas portas. É, também, por estas razões, que as eleições peninsulares tornaram-se, subitamente, importantíssimas. O equilíbrio (e dialecticamente todos os desequilíbrios) passarão por aqui.

O acordo arrancado ‘a ferros’ ontem, com outras variantes do espectro político e outros protagonistas (por esta ordem), teria sido fácil, menos pungente, enfim, mais justo.

Comentários

Manuel Galvão disse…
Juros baixos, crédito fácil (sem hipoteca) e doações a fundo perdido (que dão pelo pomposo nome de "fundos estruturais") são a mistura explosiva quando se juntam num país com poucos recursos e com dirigentes corruptos.

Algum partido que não "aproveite" os fundos estruturais ganha eleições num país destes? Claro que não. Mesmo que explique aos eleitores que não o faz para não aumentar a dívida...

Isto é que devia estar a ser discutido em Bruxelas.

Depois dizem-me que ando a propalar a teoria da conspiração. Como se isto não estivesse tudo combinado para comprar a preço de uva mijona as riquezas dos países pais débeis. A propósito, como anda aquilo lá pela Líbia? Ainda havemos de ver a solução Líbia a ser aplicada a um país europeu. Já deve faltar pouco.

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