Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
A partes nunca chegam ao ser um todo quando ficam acantonadas ou se circunscrevem a fracções. Era isso que estava na cabeça de Passos Coelho desde o dia 4 de Outubro e lhe saiu furado. Por isso agora, em vez de se remeter às contas, resolve divagar pela filosofia holística. O que é incompreensível para um homem que se apresenta como pragmático e durante 4 anos esteve agarrado a números, índices, projecções e folhas de Excel.
Quando um primeiro-ministro vê o seu governo acabar demitido pelo Parlamento, isto é, no nosso sistema constitucional, na Casa da Democracia, ninguém percebe do que se orgulha.
Pedro Passos Coelho não vai (combativo) para a Oposição porque, na realidade, foi enxotado para lá, contra a sua vontade.
E a partir de agora vamos ter tempo para recordar as suas perorações sobre o papel da Oposição proferidas durante os últimos 4 anos. Porque a nova situação política que se alevanta também deverá abrir espaço para o riso. Choro e ranger de dentes já chega...