Francisco Franco – F. 20 de novembro de 1975


Há quarenta anos, convenientemente sacramentado, faleceu o maior genocida ibérico da História. Deixou centenas de milhares de mortos, execuções macabras nas arenas e um país atrasado e violento, em trinta e nove anos de poder discricionário.

Derrubou o governo legal de Espanha e impôs uma ditadura fascista cuja crueldade foi a imagem de marca que a Igreja católica ungiu. Teve cúmplices e amigos, alguns que hoje estão nos altares da Igreja romana, como Santo Escrivà, e uma caterva de torturadores e assassinos ao seu serviço.

Foi o carrasco do povo espanhol, produto da Espanha feudal, beata e analfabeta, de uma sociedade formatada por sectores católicos que aderiram nazismo.

O carrasco cuja consciência nunca o atormentou deixou como herança uma monarquia tão ilegítima como a sua torpe ditadura.  O criminoso que Hitler ajudou a ganhar a guerra e que massacrou o povo espanhol com o poder destruidor da sua aviação, é hoje o símbolo sinistro de uma época hedionda, o déspota sem princípios nem piedade.

Comentários

e-pá! disse…
40 anos depois a Espanha continua a contemporizar com a rábula final deste ditador.
Franco apesar de ter morrido tranquilamente na cama ("convenientemente sacramentado" como se diz no post), está sepultado no Vale dos Caídos como se fosse um dos 'falangistas' (só estes mereceram sepultura fora das valas comuns) tombado na guerra civil espanhola.

Aliás, o problema é mais lato. O Vale dos Caídos continua a ser uma afronta à Democracia que prosseguiu após a morte do caudilho fascista e ofende directamente a memória história dos povos que sobreviveram ao morticínio da Falange.

40 anos depois da morte de Franco será tempo mais do que suficiente para a Espanha democrática ter varrido do mapa este pomposo e horroroso necrotério construído à custa de 'republicanos' que, tendo perdido a guerra, pagaram 'isso' com a vida, a escravidão, o exílio ou a exclusão.

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