Passos Coelho e a vertiginosa proposta…

Afinal demorou apenas 48 horas. Cá temos o governante demitido pelo Parlamento a pedir a dissolução do órgão de soberania e convocação de novas eleições link
Tudo isto acontece num País onde a Constituição foi repetidamente desrespeitada e passaria, de futuro, a ser um serviço 'à la carte'.

Para tentar reconduzir a coligação de Direita ao poder não haveria custos políticos, sociais ou económicos. O sistema financeiro – tudo indica – estaria disposto a contemporizar. Quantas vezes será preciso repetir as eleições é impossível prever mas de certeza as necessárias para esta coligação chegue a bom porto, provavelmente a bordo de um submarino.

Tudo seria, posteriormente, recompensado com juros e capital, sacrificando as vítimas do costume. Concomitantemente, será de prever que os ‘mercados’ vejam com bons olhos esta tentativa de ‘rectificação’ (seria um novo 'ajustamento') e, inclusive, seria de esperar que as agências de rating  se disponham a melhorar as notações. Ninguém acredita que os venerados 'organismos  internacionais' , com que temos compromissos, não tenham sido consultados.

Cada dia que passa a ignomínia avança desenfreadamente e a coligação de Direita deixa cair a máscara.

Supõe-se que a sinuosa proposta apresentada, hoje, por Passos Coelho, tem o beneplácito de Berlim e dos 2 partidos que integram a coligação. Um deles, por sinal, desde 1976, dentro de uma visão patrimonial, fora do ‘arco constitucional’. 
O que diz tudo sobre os pruridos tecidos à volta das presentes (in)compatibilidades, incentivadas pelos mesmos que ignoram as do passado.


Comentários

Agostinho disse…
Está decretada a cruzada. Que venham os cavaleiros troikanos mudar a Constituição.
Façam-se eleições todos os dias até que dê certo e no quintal reine a paz por exaustão.
Quando morre alguém é costume dar as condolências à família do defunto e formular um voto definitivo: "que descanse em paz".

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