O encontro de Assis

Não vou escrever sobre assuntos místicos, um ateu ao fazê-lo não os pode levar a sério, vou dizer o que penso sobre a revolta da Mealhada, do encontro antecipado para ontem, sem jantar, ao serviço de um projeto pessoal de Francisco Assis.

Assis, o Francisco, prossegue a legítima ambição, já tentada e fracassada contra António José Seguro, onde contou com o apoio de António Costa que agora combate ao lado do PSD e do seu ornamento CDS.

Ao antecipar-se à reunião da Comissão Nacional do PS, de hoje, e à da Comissão Política, de amanhã, reincidiu no objetivo de as condicionar, depois de uma frenética digressão por todos os órgãos da comunicação social que estavam ansiosos por ouvir os argumentos do PàF a qualquer voluntário do PS.

Não falta legitimidade a Assis para defender as suas recentes posições políticas, ainda que originem colocar o PS como eterna muleta desta direita, nascida no laboratório de Relvas e Marco António, ou de outra que a resgate da vergonha e do radicalismo.

Tão legítima é a aliança de um partido à sua direita como à sua esquerda, se as houver, e no momento da formação de governos, a legitimidade cabe aos órgãos partidários.

São lícitas as posições de Assis, mas ao escolher mal o momento, durante a negociação do Governo do seu partido, torna-se pusilânime como homem, medíocre como político e traiçoeiro como militante.

Vai acabar mal. Pode acabar como o António Barreto ou a Zita Seabra.

Comentários

Caro amigo, deixemo-nos de eufemismos.
Fora da condição concreta de traidor, que já assumiu, só lhe restam a ele duas alternativas: ou é um asno que têm enganado bem(e também há disso às vezes por milagre dum santo!), ou é um filho da puta infiltrado, oportunista e autocentrado (há no PS mais gente dessa).
Porém sê-lo, neste exacto contexto político e neste momento particular, mostra um requinte e um desplante que outros "colegas" não ousam.
Entretanto vai pastando, por conta do PS, e sobretudo bancária, nos lameiros de Bruxelas. Como figura política vai morrer, ou vai aconselhar o MAC que bem precisa de ajuda. É ele e o delicodoce "pastelinho de Belém", cuja putice é bem capaz de nos foder.
Que fadário o nosso, há séculos, companheiro!
Caro Jorge Carvalheira:

Sou mais sóbrio na apreciação mas subscrevo o teu comentário e senti idêntico estado de alma.
e-pá! disse…
Hoje, no decorrer da reunião da Comissão Nacional do PS todo o destaque da Imprensa, nomeadamente das TV's, foi dado aos 'contestatários' do acordo de Esquerda para governar o País.
No entanto, a facção contestatária revelou ser infinitamente minoritária. Mas a comunicação social colocou mais uma vez, em bicos de pés, Álvaro Beleza, crónico candidato à liderança partidária em períodos de turbulência política, que chegou ao desplante de comparar o programa de Governo e os difíceis acordos conseguidos nas negociações, com repetidas e encarecidas solicitações do seu filho em relação a brinquedos... Algo que fez lembrar a boutade de Passos Coelho, há poucos meses, em relação ao 'problema grego'.
Porém, a mesma imprensa encontrou jeito e espaço para 'esconder' o notório fracasso da 'conspiração da Mealhada'. E, hoje, Francisco Assis teve a noção de que mais avisado seria discutir os problemas (que os há!) em sede própria, i. e., na Comissão Nacional e manter-se discreto. De uma vez por todas deve notar-se que as dificuldades e 'os trabalhos' de uns não devem ser as oportunidades de outros. Porque isso não é política mas puro 'oportunismo'.
Se o mesmo tempo de antena dado aos adversários de António Costa fosse concedido aos apoiantes teríamos uma opinião pública substancialmente diferente.

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