A fátua do aiatola de Boliqueime

O aiatola de Boliqueime solicitou ao xeique de Massamá que orientasse as orações na mesquita de S. Bento e pusesse o vice-mullah a acomodar os amigos. Apesar de serem poucos os devotos e de se acharem fatigados os incréus, o aiatola apelou à dissidência entre os hereges e lançou uma fátua contra os insubmissos.

Nenhum jihadista surgiu a executar a fátua, nenhum quis 72 virgens, rios de mel doce e, quiçá, uma vivenda à beira-céu. Nem um só devoto se voluntariou para transportar bombas da Rua de São Caetano ou do Largo do Caldas para o Largo do Rato, R. Soeiro Pereira Gomes ou R. da Palma. Os jihadistas do ELP e do MDLP já estão em lares ou em perpétua defunção. Só alguns dissidentes se reuniram à porta fechada na Bairrada, pouco Seguros, a marcar lugar para o dia de Juízo Final no Vale de Josafat do próximo congresso do PS. A zitaseabrização de Assis foi o haraquíri prematuro, pouco honroso e mal acompanhado.

Perante a ausência de voluntários para o martírio, o aiatola empossara os seus jihadistas e ajudantes, indiferente aos adversários que o desprezam e que, em inédito ecumenismo, decidiram pôr fim ao califado neossalazarista.

O terrorismo verbal continua nos jornais, madraças juvenis e televisões mas o jejum do poder no longo ramadão da incerteza deixou-os ressentidos e vingativos, mas exaustos.

Reina a incerteza na Europa e no Mundo mas o pior PR, o pior Governo e a pior maioria da segunda República portuguesa já marcaram viagem para Meca a fim de apedrejarem o Diabo. Precisam de longo jejum do poder para se civilizarem e cumprirem o primeiro pilar, acreditarem nos programas dos seus partidos.

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