«BRASIL – A contabilidade do golpe (2)

Este quadro foi publicado em 19 de abril, aqui no Ponte Europa e na minha página do Faceboock, onde, perante a impossibilidade de encontrar a fonte me limitei a agradecer a vigilância crítica e a pedir desculpa, como devia, aos leitores que amavelmente me pediram esclarecimentos sobre a origem do número (65).

Procurei a fonte e não a encontrei. Agora, no Courrier Internacional, pude confirmar a veracidade e interesse do quadro, que volto a publicar. Refere a votação da “comissão especial de impeachment da Câmara dos Deputados” (composta por 65 deputados), votação analisada no N.º 243 (página 31) do ‘Courrier Internacional’ de maio, por Glenn Greenwald, sob o título «A destituição de Dilma Rousseff: uma estratégia de desestabilização», artigo publicado em “The Intercept, Nova Iorque, e traduzido por Maria Passos e Sousa.

‘A comissão especial de impeachment da Câmara dos Deputados (composta por 65 deputados) aprovou, na noite de segunda-feira (11), por 38 votos a favor, 27 contrários e nenhuma abstenção, o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), que recomendou a abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff’.

Da posterior evolução do processo contra Dilma, já os leitores sabem. Limito-me a citar o título de caixa alta do referido artigo:

«Sem dúvida que, no Brasil, a corrupção corrói a classe política. Mas o plano para destituir Dilma e a perseguição a Lula da Silva têm origem no desejo de alguma oposição de acabar com a esquerda no país.»

Lá, como cá.

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