O estado a que a direita portuguesa chegou

A direita portuguesa atual, esta direita incubada nas madraças juvenis, geneticamente salazarista e fertilizada pelo ressentimento à descolonização e ao 25 de Abril, tomou o poder, nos partidos que Sá Carneiro e Freitas do Amaral fundaram, e pôs em marcha a contrarrevolução cultural.

Esta direita, pouco instruída, exonerou a ética da práxis política e vive de cumplicidades avulsas e da proteção de interesses instalados. O Partido Popular Europeu (PPE) é cada vez mais sectário e as suas metástases, em Bruxelas, alinham o discurso com esta direita que instala o medo e faz chantagem enquanto se afasta da herança que deixou.

Não surpreende que os altos funcionários europeus se submetam aos amos, espanta-nos que os partidos portugueses possam ser os agentes entusiastas de interesses alheios, sem disfarce nem civilidade.

Hoje, na AR, a deputada Assunção Cristas, uma estudiosa do método de locomoção das vacas, acusou o grupo parlamentar do PS de ser «uma excrescência do Governo», o que pressupõe não saber o significado da palavra ou aceitar-se como tumor da democracia.

A madraça da JSD produziu um cartaz que transforma no genocida Estaline o presidente do sindicato dos professores, Mário Nogueira. Este, pouco cauto, em vez de lhe lembrar quem produziu Passos Coelho, resolveu queixar-se à Justiça.

Na véspera do 90.º aniversário do 28 de maio, Passos Coelho e Assunção Cristas estão para a democracia como os cadetes da trágica data.

Comentários

Manuel Galvão disse…
São tudo indícios de que Portugal já não existe como país independente, e muito menos como país livre...

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